sábado, 2 de maio de 2009

A verdadeira doença do mundo


A Organização Mundial de Saúde (OMS) informou que o número de casos de gripe suína em todo o mundo praticamente dobrou, passando de 365 para 653 pessoas contaminadas - 17 morreram vítimas da doença. Até o momento, 15 países já reportaram novos casos confirmados em testes de laboratório. Somente no México, onde a doença foi primeiro reportada, foram 397 novos casos e 16 pessoas morreram.
O caso é alarmante e deve incomodar a mídia de vários países, que cercam aeroportos, hospitais para informar alguma novidade sobre a doença. Assistindo pela televisão, a todo momento o desespero e a preocupação de autoridades, me vem a mente que eu realmente gostaria de saber qual o motivo de tanto alarde.
Todos os dias milhões de crianças morrem de fome em todo o mundo, os casos de Aids na África chegam a níveis exorbitantes, milhões de pessoas sofrem com o frio, a falta de emprego e a miséria absoluta.
Segundo um relatório feito pela ONU, 11 milhões de crianças morrem a cada ano de doenças que poderiam ter sido evitadas, mais de um bilhão de pessoas no mundo vive com menos de US$ 1 por dia, 840 milhões convivem com fome crônica, e outro bilhão não tem acesso a água potável.
O relatório ainda concluiu que o cumprimento da promessa de países ricos de investir 0,7% do seu Produto Interno Bruto(PIB) em ajuda e desenvolvimento, mais de 500 milhões de pessoas poderiam deixar a linha da miséria e dezenas de milhares escapariam da morte na próxima década. O levantamento é visto como o maior estudo da História realizada sobre a pobreza no mundo.
Na África mais de um milhão de crianças são portadoras do vírus HIV. As vítimas da Aids são onze vezes mais numerosas que as mortes causadas por conflitos armados em qualquer lugar do planeta. Botsuana possui o recorde absoluto com mais de um terço (35,8%) de seus adultos infectados. Zimbabue e Suazilândia apresentam 25% de sua população adulta afetada pelo vírus. Em Lesoto, os soropositivos são 23% enquanto que na África do Sul, Namíbia e Zâmbia os portadores representam 20% da população.
O mundo está de olho nas vítimas da gripe suína e esquece onde está a verdadeira causa de tantas mortes.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Mulheres


Ao longo dos séculos, a mulher foi totalmente submissa ao homem, não tinha o direito ao voto e sua vida limitava-se a cuidar da casa, do fogão e ser uma boa parideira. Ela não tinha voz alguma dentro de seu lar para não poder em momento algum contestar seu marido.
Hoje sabemos que ela exerce um papel fundamental em nossa sociedade.É livre de alguns tabus e está ingressando na vida pública e principalmente no mercado de trabalho.Com as mulheres engajadas, muitas conquistas vieram e aos poucos a classe feminina foi conquistando mais espaço, provando competência e força de trabalho. A cada geração as mulheres ficam mais independente. Mais do que uma luta pessoal,elas também estão representadas junto às causas sociais, emitindo opiniões e reivindicando mudanças.
Ao ler artigos e revistas sobre o assunto, acabei encontrando um grupo feminino chamado de Soroptimista, cujo objetivo é melhorar sempre a vida das mulheres, e é isso que o grupo procura fazer desde a sua fundação em 1921. A Soroptimista, composta por mulheres profissionais e de negócios acolhe e dá suporte a mulheres que enfrentam a pobreza e a discriminação. No entanto, apesar de todo o avanço que já foi mencionado acima, ainda vivemos uma realidade que precisa urgentemente ser revertida.
Em todos os países do mundo, foi constatado que as mulheres, sofrem os maiores obstáculos por causa de seu gênero. As principais constatações foram que uma entre três mulheres são agredidas, ou maltratadas de alguma maneira. Cresce o número de infectadas com o HIV e traficantes do sexo feminino entre as fronteiras internacionais.
60% dos trabalhadores pobres são mulheres e dois terços dois 800 milhões de analfabetos também. Somente 15% dos cargos de câmeras legislativas e 6% do poder executivo são destinados para as mulheres.
É necessário que nós tenhamos cada vez mais consciência do nosso papel,que saibamos que as conquistas ao longo dos anos, foi merecimento de nossa capacidade. Que possamos lutar por mais conquistas e que em nenhum momento deixemos de lado o que nós mulheres temos e muito. A beleza, a ternura, o poder feminino e o dom de sermos mãe.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Lula não é minha anta


Ao acompanhar cada passo do presidente Lula, em seus encontros pelo mundo, devo cada vez mais definhar aquelas pessoas que o chamavam de analfabeto. O nosso presidente, o mesmo torneiro mecânico, o mesmo que não sabe falar inglês, foi simplesmente o pop star do encontro do G20, e chamado por Barack Obama de político mais popular do mundo.
Lembro muito bem, de alguns anos atrás quando muitas pessoas diziam que era pra sentir vergonha do presidente, quando ele viajasse para fora do país.
Segundo declarações feitas para a TV CNN,o presidente dos Estados Unidos, também afirmou que o Brasil é uma potência econômica e grande jogador no cenário internacional e que ele e Lula devem ser parceiros.
Devo dizer que ele não é minha anta e que também não vivemos no país dos petralhas.

sábado, 4 de abril de 2009

A favor do diploma de Jornalismo


Desde pequena, quando tive a ideia de ser uma jornalista, ouvia muitas pessoas me indagando se eu tinha a pretensão de substituir a Fátima Bernardes no Jornal Nacional. Respondia sempre prontamente que sim.
O tempo passou e na verdade, nunca quis isso para mim, comecei o meu curso de Jornalismo e tenho guardado comigo, depois de pouco mais de dois anos uma bagagem cultural e intelectual muito grande.
Hoje, no entanto, tenho que discordar das pessoas que falam que não é importante o diploma, pois qualquer um pode muito bem, sentar e escrever. Podem ter razão até certo ponto, mas o que me preocupa é esta visão tão limitada que as pessoas têm a respeito dessa profissão. Ser jornalista vai muito além de sentar e falar mal dos outros, somos antes de tudo comunicadores e formadores de opinião.
Só em uma faculdade de Jornalismo, você aprende a teoria de como prender seu leitor, formas embasadas com muito estudo, de como contar a notícia da forma mais limpa e direta, sempre prezando pela informação. Teorias de comunicadores, o entendimento da mídia, da opinião pública, segmentos que vão muito além do puro “escrever o que quiser”.
Mas como muitos ainda pensam o Jornalismo também não é apenas sentar e apresentar um jornal, ou aparecer em frente a uma câmera. Somos treinados para interpretar as notícias, saber como funcionam todas as técnicas dentro de uma televisão, que vai desde a edição de vídeos, a roupa e o modo que temos que se portar diante de uma entrevista. Temos curso de cinema, aprendemos a trabalhar com o audiovisual, sem falar de rádio onde há muito treinamento para com a voz, onde passamos toda a credibilidade da notícia. Há também aulas de fotografia, onde aprendemos a conseguir imagens que jornalisticamente não precisam de texto ao contar a notícia, aulas de diagramação e o contato direto com um jornal diário, onde somos induzidos a pautar fatos e contar sempre as melhores reportagens. Assim como projetos que envolvem o Jornalismo político, cultural e até mesmo o cidadão e estudos de comunicação interna e externa dentro de empresas.
Poderia ficar aqui por horas enumerando tudo o que envolve o curso, e acho muito pobre esse conceito que jornalista é para aparecer na televisão ou somente escrever o que quiser. Sinto que as pessoas não conhecem tudo o que envolve. Defender o jornalista sem diploma é defender um médico que não faz curso de medicina, pois quer ser somente pediatra e estuda só o que envolve a pediatria, fugindo de todo o curso.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Um livro para nunca se ler


Mais uma pobreza totalmente desqualificada desse sujeitinho que atende pelo nome de Reinaldo Azevedo. Seu livro "O país das petralhas",não economiza argumentos e injúrias para criticar o seu próprio país e principalmente o PT.
Lendo alguns artigos e resenhas sobre o livro, vi que se trata mais uma vez de um besteirol, onde as piadinhas e os trocadilhos são tão constantes que perdem a graça que deveriam ter.
O jornalista da Veja mostra todo o seu preconceito e conservadorismo, sem nunca dar chance para entender a razão das pessoas.
O pior de tudo é ver que ele tem um comparsa, um tal de Diogo Mainardi, que defende junto com ele que o socialismo democrático é uma ilusão criada por esquerdistas.
O que me deixa mais indignada é ter que saber que ainda existem pessoas que como eles, não acreditam em um país mais justo e humano. Ter que ainda ouvir de alguns, que a Copa do Mundo de 2012 não pode ser realizada no Brasil, pois não temos competência. Nunca teremos se não tentarmos, e acreditarmos que é possível.
Se conseguir ter estômago para ler o livro do Reinaldo Azevedo, não deixe também de ler "Lula é minha anta" para não perder mais essa palhaçada.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Carnaval


O carnaval 2009 não foi nada diferente dos outros anos, tivemos desfiles, festas e tudo o que uma festa tipíca brasileira pode oferecer. Mas eu não posso deixar de comentar a minha indignação por vários segmentos da mídia, e pela falta de vergonha na cara de alguns.
É fato que em todas as festas carnavalescas brasileiras, temos consequências graves como aumento no número de acidentes, de gravidez indesejada e no aumento de infectados com o HIV. Mas o que realmente me tira o sono, é ver a nudez explícita na televisão através dos desfiles e todo mundo achando muito normal.
Quer alguns exemplos? No dia 2 de fevereiro desse ano, três turistas alemães tiraram a roupa no saguão do Aeroporto Luís Eduardo Magalhães em Salvador. Quando indagados sobre a atitude, eles alegaram que no Brasil era normal, devido aos trajes que as mulheres usavam aqui.
Se você tirar um tempinho e pesquisar como é vista a mulher brasileira fora do nosso país, irá se deparar com rótulos de mulheres fáceis ou coisa bem pior.
Eu não culpo os estrangeiros, continuo culpando a mídia, onde para um programa ter audiência sempre tem que haver mulheres quase nuas. E no carnaval, só enfeites cobrindo partes íntimas. Mas do que eu estou reclamando, no Brasil é normal. Não é mesmo?

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

A crise por Einstein


Em tempos de crise, não poderia deixar de comentar a frase de Albert Einstein na qual diz: "A verdadeira crise é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de conseguir a saída e soluções fáceis. Sem a crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise, não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise, é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la."
O gênio Einstein já nos deixou, mas já parecia saber dos tempos que estavam por vir. Ligue a televisão e veja o quanto essa crise está em todas as pautas.Todas as discussões.O assunto preferido é falar dos demitidos e das receitas para não perder seu emprego. Ninguém lembra de dizer que estamos tendo a oportunidade de mostrar que somos capazes de vencê-la e mais, que ela não atinge todos os setores. Para mim, ela é mais psicológica, do que real.
Grande jogada do Ponto Frio de divulgar que na sua loja, a crise não entra! Só lá podemos comprar e parcelar tranquilamente, pois se você acabar perdendo seu emprego, o seguro dele cobre o resto das parcelas. Mas eles esqueceram de dizer que nas parcelas, já está embutido o seguro.
Segundo o Jornal do Brasil de 10 de Fevereiro de 2009, empresários brasileiros de setores de vestuário e calçado deram-se conta de que cortaram mais vagas do que precisaram. Agora planejam voltar a contratar para repor os estoques perdidos com as demissões. Intensivos em mão-de-obra, os segmentos admitiram que exageraram na dose por temer a crise.
Já a Agência Brasil do dia 12 de fevereiro afirma que a crise internacional não afetou o ritmo de produção de 58, 5% das indústrias fluminenses, mas mesmo assim houve queda nas vendas. O que era de se esperar, com o medo absurdo que as pessoas estão, falta otimismo e segurança, e isso só ajuda a abrir as portas para que a crise continue!