quarta-feira, 13 de outubro de 2010

E Viva a Democracia!?


Milhões de brasileiros foram até as urnas no dia 3 de outubro, em meio a um processo eleitoral marcado por candidatos bizarros, propaganda, distribuição de santinhos e disputa no voto a voto. No dicionário brasileiro a palavra democracia quer dizer a participação direta de cidadãos para a tomada de decisões, mas o que vimos então foi à desistência de muitas pessoas ao anularem seus votos, não sabendo o quanto é importante a sua participação. Ouvimos falar muito em voto consciente, mas o que vimos também foi à reeleição de candidatos devedores a justiça, fazendo com que a tal famosa lei do “ficha limpa” virasse pizza e permitisse a entrada novamente de macacos velhos na política brasileira. Na Assembléia Legislativa do Paraná, ambiente marcado por escândalos e funcionários fantasmas, os mesmos continuarão lá, pois a parcela de renovação não foi significativa.
A palavra democracia nunca esteve tão na moda. Foi essa a justificativa mais usada para que as eleições presidenciais fossem para o segundo turno. E eu pergunto: Democracia é usar de mecanismos baixos para atrair votos? Democracia é puxar o tapete do adversário com calúnias e difamações? Democracia é a invenção de factóides? Democracia é ao invés de discutir projetos é apontar os erros e não trazer as soluções?

É só o aborto?

Polêmica também deve fazer parte da democracia. Assuntos que mexem com valores religiosos viraram cartada final para mudança nas intenções de votos. Mas é só o aborto mesmo que está fazendo com que o nosso país não seja de primeiro mundo? É só o aborto que está impedindo que não acabemos de vez com a miséria e não cuidemos do nosso meio-ambiente? É só o aborto que tem relevância social? Só se resume nisso os nossos problemas? É só isso que vamos colocar em pauta?

Um palhaço em meio a palhaçadas

Não condeno os milhões de votos que o palhaço Tiririca obteve nessas eleições. Também não vou condenar os motivos que o fizeram se candidatar. Li suas propostas de governo e acho válida sua preocupação com os pobres e os nordestinos. Só que os poderosos do alto de seus mandatos que nunca conseguiram chegar a semelhantes resultado nas urnas se incomodaram, dizem que é desrespeito a democracia. Eu vou lhes dizer o que é desrespeito. Desrespeito é aumentar os seus salários a hora que quiserem. Desrespeito é não cumprir com suas promessas. Desrespeito é esvaziar o Congresso Nacional com a justificativa de recesso, sendo que milhões e milhões de brasileiros estão trabalhando duro, muitas vezes em condições precárias, para pagar o salário deles e não receber um quinto do que eles ganham no final do mês. Desrespeito é mudar as vírgulas de uma lei popular para se manterem no poder. Desrespeito é um deputado ter um castelo não declarado, enquanto milhões não têm moradia digna. Desrespeito é dizer que está pouco se lixando para a opinião pública. A política brasileira há muito tempo virou um circo, e o que é pior, os palhaços somos nós que muitas vezes somos coniventes com o que acontece, e não fazemos nada.

Eleições

“Você sabe o que faz um governador? Então vote em mim que meu marido sabe!”. O caso Roriz nos faz entender o que é necessário para continuar no poder. Agora é simplesmente ter a esposa para colocar no lugar. Weslian Roriz concorre ao governo do Distrito Federal no lugar do marido Joaquim Roriz que foi cassado. Basta acessar aos vídeos no youtube e assistir aos debates onde ela participou e constatar que faltou o marido para dar assistência.

sábado, 28 de agosto de 2010

Assim não, Bonner!


Faltou um pouco de profissionalismo ao reinado jornalístico de William Bonner no Jornal Nacional. Quando todos nós estávamos prestes a conferir em cadeia nacional às propostas dos candidatos a presidência da República, houve um show ao vivo de uma criança birrenta que mal deixava os aspirantes ao Palácio do Planalto falar. Ao invés de permitir que os mesmos explanassem as suas idéias, houve um tiroteio de acusações, o que não contribui em nada para a democracia, e muito menos para decidir voto. O que se viu ali foi uma tentativa de derrubar a todos, ou seja, falando apenas do lado negativo de cada um.

Horário Eleitoral 1

Como disse o jogador fenômeno Ronaldo em seu twitter, ver o horário eleitoral é como se estivesse assistindo a um programa engraçado. De fato é! Para quem teve a oportunidade de ver, figuras ilustres como o Kiko do KLB e até o Tiririca são candidatos. Ao ser entrevistado, Tiririca mostrou mesmo que nasceu para o humor. Não tinha conhecimento do que fazia o cargo da qual irá disputar e ainda lançou o slogan: “Vote no Tiririca, pois pior não fica”. Também confessou sempre anular seus votos, não lembrar do nome de seus assessores e quando for eleito, aí sim ele irá procurar saber o que faz um deputado. Bela opção, não?

Horário Eleitoral 2

O que seriam dos candidatos sem os marqueteiros? O que seriam dos nossos ouvidos sem um batalhão de assessores por trás? O que seriam dos candidatos sem botox, aulas de psicodrama e consultoria de imagem? Eu realmente não sei. Para quem entende do negócio, sabe que a imagem é tudo! É uma festa de candidatos mostrando serem humildes, de família e tentando mostrar sinceridade com frases como: “Olhando aqui olho no olho”. Acho mesmo que o salário dos marqueteiros e assessores deveriam dobrar, assim como uma homenagem e uma salva de palmas bem forte para o botox e afins.

Horário Eleitoral 3

Apesar do festival de quem pode ocupar o lugar depois das eleições da mocinha ou mocinho do dramalhão mexicano, eu pelo menos tenho algumas dúvidas em relação as campanhas. Falam em construir ministérios, mas não dizem como irá funcionar. Falam em construir hospitais, mas não dizem de onde virá a verba. Eu quero saber! Esses dias um candidato prometeu uma bíblia gigante ao Paraná, pois segundo ele, ajudaria o turismo religioso no estado, apesar de ser uma proposta no mínimo bizarra, ele esqueceu de dizer onde fará essa obra, e quantas pessoas ele quer atrair para cá. Falam em milhares, mas não o número exato, repetem discursos de construções de escolas, creches, centros de saúde que parece ser a repetição de anos anteriores, ou seja, parecem usar as mesmas propagandas de 4 em 4 anos.

Horário Eleitoral 4

Se não houvesse tantas acusações. Se as pessoas se unissem em favor de um benefício, mas não, o que mais interessa é o poder. O que mais parece que interessa é sempre estar nas cadeiras tão cobiçadas. E nós ficamos aqui, protagonizando esse circo e sonhando com uma palavra chamada “democracia”.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Violência contra a mulher


O Conselho Econômico das Nações Unidas em 1992 definiu a violência contra a mulher como: "Qualquer ato de violência baseado na diferença de gênero que resulte em sofrimento e danos físicos, sexuais ou psicológicos a mulher, inclusive ameaça de tais atos, coerção e privação de liberdade na vida pública ou privada”.
No Brasil é crime através da Lei Maria da Penha, que reconheceu que as maiores agressões acontecem no ambiente doméstico, e são cometidas em sua totalidade pelos maridos dessas mulheres. Mas parece que muitos homens ainda não entenderam se tratar de um crime, pois é crescente o número de denúncias como o caso chocante de Eliza Samúdio e o goleiro Bruno do Flamengo. É repugnante o desfecho desse caso, e faz parecer que a violência contra a mulher nunca irá cessar. Mal esse caso vem á tona, começam aparecer corpo de professora enterrada na areia da praia e ex namorada morta encontrada dentro de seu carro em um rio. Ou a lei funciona, ou teremos que viver a Lei do Tabelião -“Olho por olho, dente por dente”. Já pensaram como seriam os castigos? Homens sendo comidos por cachorros, ou jogados pelas janelas, estrangulados e etc. Desde pequena aprendi que mulher não se bate nem com uma pétala de rosa, o que continua assustando é a covardia. Covardia, pois nunca nada irá justificar semelhantes crueldades. Esses casos chamam ainda a atenção das autoridades a tomar medidas mais duras.A mídia abordando o assunto só divulgando os casos, parece querer disseminar tais práticas. Os veículos de comunicação parecem disputar entrevistas de advogados, primo do vizinho que conhecia a Eliza, e não está nem um pouco se importando em cobrar o fim desse tipo de violência.

A Copa do Mundo não é nossa!

É difícil para a pátria de chuteiras terem que digerir uma nova derrota. Não sabemos perder, ou nos acostumamos às vitórias. Eu sou assim. Em 1990 eu tinha apenas um ano de idade, deste período em diante, assisti o Brasil chegar às finais em 1994, 1998 e 2002. Até quatro anos atrás não sabia o que era assistir uma final de Copa do Mundo sem o Brasil.
Perdemos porque perdemos. Futebol não é uma matemática exata, ás vezes falta sorte, ou talvez um juiz companheiro que não veja aquela falta dura, ou lhe dê aquele pênalti que só ele viu. Perdemos porque existem dois times, e um deveria ficar no prejuízo e voltar para a casa. Perdemos porque o futebol não é uma ciência, pode até haver favoritismo, mas ele acaba com a bola rolando. O que explica os comentaristas com anos de experiência nunca ganharem um bolão da Copa, na maioria das vezes é sempre aquele que não entende nada. No twitter, quem estava em primeiro lugar era a Dani Bananinha do Caldeirão do Huck
Não adianta apontar um culpado. Se foi a má escalação do Dunga ou a falta do Ganso e do Pato. Precisamos saber perder. Precisamos saber que desta vez, não deu! Criticar é muito fácil, é muito fácil ficar apontando os erros. Os erros existem para serem acertados, e não acabar com a carreira de muitos jogadores. Um dos erros que percebi não apenas nessa Copa, mas em todas, é que do dia para a noite todos viramos nacionalistas ao extremo, mas quando acaba o Mundial, onde estão as bandeirinhas? Onde está aquele orgulho de cantar o Hino Nacional? Agora o único título que nos interessa é o título de eleitor. Esse sim garante o nosso futuro.

Bater não! Educar

Em comemoração aos 20 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente, foi encaminhado ao Congresso Nacional um projeto que proíbe os pais de dar castigos físicos ou humilhantes aos filhos. Essa lei me lembra de uma música que tocava em um programa que dizia: “Violência, só gera violência”. Eu assino embaixo, pois se queremos mesmo educar cidadãos para o futuro, o diálogo ainda é a melhor saída.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A importância do Jornalismo


O que fazemos nós, os estudantes de comunicação para que a democracia funcione? O pensamento do estudioso em comunicação Richard Rorty, nos remete a uma reflexão sobre a importância do jornalismo. Sua função é vital para a justiça e a democracia, tem condições de denunciar os erros, a corrupção, e pode fornecer uma visão para educar e florescer o sendo critico nos cidadãos.
A cassação do diploma em junho de 2009, pode estar fixado em apenas um ponto. O fato de que o poder tem medo do jornalismo e dos jornalistas, pois sabe quem é que pode fiscalizar e denunciar. Um exemplo claro da participação do jornalismo e de seu eficaz valor, foi o escândalo que envolveu a Assembleia Legislativa do Paraná, só sendo possível graças às denúncias feitas pelos jornalistas. Se o papel desses profissionais não fosse cumprido, nós paranaenses estaríamos sem nem imaginar para onde estava indo o nosso dinheiro.
Talvez em muitos casos, ou até em faculdades de jornalismo, esse pensamento não seja bem repassado ou assimilado pelos acadêmicos, a constante competitividade, e a luta pela sobrevivência, faz com que alguns sonhos, ou até mesmo a vontade de mostrar uma luta a favor da sociedade, deixe de existir. Muitas vezes o próprio jornalista é manipulado, falta com a verdade e se corrompe a favor do poder para garantir seu emprego, tendo uma parcela de culpa na manipulação dos meios de comunicação e nos abusos do poder.
O jornalista Jacir Alfonso Zanata transcreve o jornalismo como um agente transformador da sociedade. Também defende que nós estudantes e os próprios jornalistas deixem de pensar que são meros repassadores de informação. Para ele, o jornalista é o oxigênio da formação humana. Continua sua tese afirmando que além de preparo e bom texto, é preciso muita leitura e conhecimento sobre tudo, pois hoje, as universidades são mais técnicas do que a serviço do conhecimento e do sistema social.
Outro exemplo da importância do jornalismo nos remete as causas sociais, ao serviço da população, e não dos poderes tanto econômico, político e até religioso. Na cidade de Campinas no estado de São Paulo, três bairros foram beneficiados por uma nova forma de jornalismo, o jornalismo que prioriza o cidadão. Foram desenvolvidos trabalhos que ajudaram a melhorar a vida em comunidade, a auto-estima e diminuição dos índices de violência. O jornal “Conexão Jovem” retratou os bairros paulistas fora das páginas policiais, divulgando ações positivas, assim como uma cobrança aos governantes a resolver os problemas sociais e dar oportunidade aos residentes dos bairros. Dentre os frutos colhidos desse projeto, que foi coordenado pelo jornalista Amarildo Carnicel, está o resgate do ideal em acreditar no potencial dessas pessoas e até inseri-las no mercado de trabalho, proporcionando uma nova vida.
Por último, o jornalista Carlos Heitor Cony sugere que é preciso ressuscitar os dinossauros, os jornalistas intelectuais que pensam e contribuem para a sociedade.

sábado, 15 de maio de 2010

A vergonha tem nome e endereço


Quando os olhos de diversas pessoas ainda brilhavam e proclamavam por justiça e política digna a todos os cidadãos, e quando o resgate da confiança na política borbulhava entorno de campanhas como "Voto Consciente" e "Ficha Limpa", estourou um novo escândalo. Não tem mais como nomear isso, a não ser chamando de vergonha! E ela tem nome e endereço - Diários Secretos da Assembléia Legislativa do Paraná, na praça Nossa Senhora da Salete, sem número, Centro Cívico,em Curitiba.
Os gelados ares curitibanos, não esperavam por mais esse caos na política, só vindo a tona graças as investigações de jornalistas. Os Diários Secretos que tratam de pagamentos a funcionários fantasmas, que não tem nenhum vínculo com a Casa Legislativa, veio de vez para derrubar a confiança que ainda podíamos depositar nos políticos e levou a prisão de diretores da Alep como: Abib Miguel, José Ary Nassif e Claúdio Marques.
O que foi ainda mais desprezível nesse contexto, foi a tremenda cara de pau de alguns deputados que propuseram uma PEC (Proposta de Emenda a Constituição do Paraná) pretendendo acabar com a cessão de policiais para auxiliar nas investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Caso seja aprovada, a proposta irá inviabilizar a atuação do órgão que conta com a colaboração de policiais cedidos pelo governo estadual para combater organizações criminosas. Ou seja, três dias após o Legislativo ter sido alvo de uma operação de busca e apreensão de documentos comandados pelo Gaeco.
E agora, aprovando o projeto, a polícia não poderá mais atuar, e eles não poderão mais serem presos ou deixarem seus cargos. Nada mais justo para quem tem o poder nas mãos. Não é mesmo?
O Ministério Público já divulgou nota afirmando que a PEC é inconstitucional. 20 deputados assinaram o projeto contra Ministério Público, mas até o momento nenhum nome foi revelado. Por baixo dos panos, lá vão os nobres deputados na tentativa de se safarem de mais essa e torcendo para que tudo caia no esquecimento. Lembrando que não foram todos, e que ali existem sim, gente honesta.

Ficha Limpa: Quem não deve. Não teme!

O projeto "Ficha Limpa" que é de interesse de todos e teve iniciativa popular, impede agora que políticos condenados pela Justiça se candidatem a cargos, foi aprovado pela Câmara no dia 11 de maio, e conta com o apoio da maioria do Senado.
Dos 81 senadores, 50 disseram que votarão a favor do projeto. O texto será votado em plenário em data ainda a ser definida.
Quem não deve a justiça, não tem como temer um projeto como o Ficha Limpa, mas parece que alguns políticos paranaenses não dormem com a sua consciência tranqüila. Atenção eleitor, os deputados federais que foram contra, o Ficha Limpa foram: Chico da Princesa, Dilceu Sperafico, Giacobo, Nelson Meurer, Odílio Balbinotti e Ricardo Barros.

Voto Consciente: Agora é com você!

O Ficha Limpa já mostrou que a nossa participação gera bons frutos. O poder de decisão está em nossas mãos. Depois de votar no político, não adianta depois só criticar, pois não foi o Papai Noel, nem muito menos, um disco voador, que os colocou em suas cadeiras confortáveis e lhes deram autonomia para se chamarem de governantes. Foi você, com o seu voto! Agora teremos uma nova oportunidade! É sua a decisão de construirmos um país melhor e despachar quem não merece a nossa confiança, pois o que eles mais querem, é gente desinteressada e sem nenhuma participação, pois assim ninguém fiscaliza, e eles poderão pintar e bordar as suas maneiras. 2010 é hora de renovação!

terça-feira, 23 de março de 2010

BBB- A humilhação


O deputado federal Nelson Goetten (PR de Santa Catarina) enviou um projeto de lei para a Câmara dos Deputados para proibir que as redes de televisão do país exibam cenas que desrespeitem a dignidade humana na veiculação de reality shows. De número 6446/09, o projeto de lei será analisado pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática e de Constituição e Justiça e de Cidadania, e prevê uma multa de até R$ 50 mil para as emissoras que desrespeitarem a determinação da lei.
Atualmente, três emissoras brasileiras possuem reality shows. A Rede Globo está no ar com o "Big Brother Brasil", a Rede Record possui "A Fazenda" e o SBT o reality “Solitário”.
Muitos veículos de comunicação deram essa notícia em janeiro desse ano. O Big Brother Brasil- programa exibido pela Globo, está completando 10 anos, ou seja, há uma década esse formato televisivo chegava ao Brasil. A audiência sempre foi embasada no interesse que as pessoas tinham nesse novo formato, na curiosidade de ver como conviviam várias pessoas estranhas morando na mesma casa. Muitos anos se passaram, e pouca coisa mudou. Para se ter uma ideia, ele continua sendo fenômeno de audiência, e em uma noite o BBB consegue tirar milhões em dinheiro dos brasileiros, que ficam confinados em frente da televisão para decidir qual participante deve sair.
Assistindo algumas cenas desse programa, me incomodou por várias vezes ver que os participantes se submetem a provas humilhantes. Exibem sua vida pessoal para o Brasil inteiro julgar. Fazem coisas inimagináveis somente para estar na final e poder se tornar um milionário. Mas até que ponto isso vale a pena? Até que ponto vale à pena sofrer humilhações? Será que vale tudo por dinheiro? Será que vale fazer de tudo para ficar famoso?
Já foi exibido no programa Fantástico, depoimentos de pessoas comuns que fariam de tudo para serem como os ídolos. Em contrapartida entrevistou o ídolo delas. O resultado foi que os ídolos também fariam de tudo para ficarem no anonimato, de poder ter uma vida comum.
A revista Brasil de Fato fez o seguinte levantamento em reportagem em setembro do ano passado. Para 68% dos jovens brasileiros, "ser bem sucedido" significa tudo na vida de alguém. Ser feliz está abaixo, com 62%. No que diz respeito ao dinheiro, a reportagem levantou que 6% topariam roubar para ficarem ricos, e os outros 39% deixariam a profissão sonhada, por outra que ganhasse mais.
Pesquisas como esta comprovam o caráter materialista das pessoas. O quanto elas fariam de tudo para serem famosas e ricas. O que infelizmente a maioria delas não sabe, é que alguns meios de comunicação conduzem as pessoas a pensar que a única maneira de vencer na vida, seria atrair holofotes e possuir uma conta bancária alta. Mais será que um milhão e meio de reais paga a humilhação e exposição?

sábado, 13 de março de 2010

Mulheres. Há o que comemorar?


O dia 8 de março é comemorado em todo o mundo como o Dia Interncional da Mulher. A data é um reconhecimento da luta por uma participação de igualdade na sociedade e também contra a discriminação. Ela é comemorada desde 1910, em homenagem ás mulheres que morreram em uma fábrica de tecidos situada em Nova Iorque, por reivindicarem melhores condições de trabalho. A história conta que em 1857, as operárias desta fábrica de tecidos fizeram uma greve e exigiram a redução da carga de trabalho, igualdade de salários com os homens e tratamento digno. A fábrica acabou sendo incendiada, e aproximadamente 130 mulheres morreram carbonizadas.
A morte tão cruel serviu para que o mundo enxergasse um distanciamento entre homens e mulheres. Março foi oficializado pela Organização das Nações Unidas(ONU) como o mês da mulher. O fato é que esse mês, não é só para ser comemorado com presentes e homenagens, mas sim com reflexões sobre os inúmeros problemas que a camada feminina ainda enfrenta na sociedade, sobre discutir o papel da mulher, e o término do preconceito e a desvalorização deste gênero.
Agora eu pergunto: Há o que comemorar? Existe motivos para que o mês de março seja dedicado as mulheres? Claro que há! Pois ao longo da história, as conquistas vieram, e as mulheres continuam ocupando cada vez mais espaço.
Por questões culturais em alguns países, e o fato de que o homem é considerado o "chefe" da casa, o pioneirismo feminino foi acontecendo de um a um. No Brasil, a história não me deixa equivocada. Já em 1827, surge a primeira lei da educação das mulheres brasileiras, permitindo que frequentassem as escolas e estudassem o básico, já que instituições de ensino mais adiantado, eram proibidos. Em 1879, elas obtiveram do governo autorização para entrar no ensino superior. Chiquinha Gonzaga em 1885 rompeu barreiras e foi a primeira mulher no país a estar á frente de uma orquestra. Dois anos mais tarde, Rita Lobato Velho, tornou-se a primeira mulher a se formar em medicina. E as conquistas não pararam por aí. Vieram também o voto, a entrada na política, e o direito de poder participar de competições esportivas.
Ainda há o que avançar. As cinzas daquelas mulheres, jamais serão esquecidas! Morreram aquelas mulheres de coragem, que lutaram por uma causa nobre. Morreram aquelas mulheres indignadas com o tratamento por causa de seu gênero. Não morreu o exemplo que elas deixaram. Muito menos morreu, a garra das mulheres de hoje.