terça-feira, 31 de julho de 2012

O verdadeiro papel de um vereador

Distribuir vantagens, prometer cargos políticos, e até resolver este e aquele problema de ordem econômica para o seu futuro eleitor, não é e nem nunca foi papel de um vereador. Mas muitos candidatos esquecem isso, e preferem usar em benefício próprio o caminho mais fácil, o acúmulo de promessas e vantagens para conseguirem ou até ficarem no cargo que almejam. E isso não acontece somente nesse âmbito, mas também em outros cargos parlamentares, onde pedir favores, remédios e até apoio em dinheiro virou moeda de troca pelo voto. Dos 68.544 vereadores que serão eleitos no dia 7 de outubro por cerca de 140 milhões de eleitores, já tem a sua função deferida, que é fiscalizar as prefeituras municipais, além de criar leis restritas às cidades. Cabe também a eles, verificar, por exemplo, como o dinheiro público é aplicado e criar ou alterar o plano diretor de ocupação urbana de sua cidade. Mas essa função está desvirtuada pela maioria da população, pela falta de cultura política do eleitorado, que não acompanha o trabalho dos vereadores empossados. Também pelos próprios vereadores que muitas vezes não cumprem seu papel, não fiscalizam. Em pesquisa feita pela Gazeta do Povo, divulgada em Abril, 42% dos eleitores de Curitiba não sabem o que faz um vereador. A pesquisa feita pelo Instituto Paraná Pesquisas também alertou que a maioria do eleitorado crê que o vereador tem que cumprir atividades que não são as principais. 59% da população curitibana acredita que o vereador deve levar investimentos para o bairro que representa, e outro dado alarmante, 50% acredita que o vereador deve ter como função práticas assistencialistas como doação de cadeira de rodas e remédios. Com toda essa percepção, fica difícil acreditar na função principal do vereador, transforma-se em uma realidade muito distante, um trabalho justo e sério feito pela maioria. Fica até inadmissível assinalar que a maior parte da população acredita que a função de um vereador “não resolve a vida deles”, e outros 55% se quer sabem dizer o nome de um parlamentar que atua na Câmara Municipal. O que esperar da fiscalização dessa mesma população? O que esperar dessa política de assistencialismo que pendura há anos? O que esperar desse jogo político desleal e dessa falta de cultura por parte de seus cidadãos? Muitas vezes criticamos, mas não temos conhecimento algum sobre política, o que muitas vezes beneficia os próprios políticos que usam essa arma para iludir e continuar no poder. Vale a dica: Ou procuramos nos informar, os seremos reféns de uma política que não tem a pretensão nenhuma de mudar sozinha.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

A Batalha na Concorrência do Mundo do Futebol

A história de atletas que buscam a profissionalização “A vida de jogador de futebol não é tão simples como parece. Regada de mulher, fama e dinheiro como muitos pensam que é. Muitos não vêem o quanto lutamos, e o que passamos para poder um dia ser recompensados”. Essa frase do atleta Eduardo Vuick, de 17 anos, natural de Realeza, exemplifica o pensamento distorcido sobre os jogadores de futebol. A mídia a todo o momento ajuda a sustentar a falsa idéia de que jogador de futebol representa contratos milionários, estrelismo e status, na verdade, isso só maquia outro lado, o lado em que milhares de meninos deixam a sua família em diversas regiões do país em busca de viver sob os holofotes do mundo da bola, mas a realidade não é essa, ela é baseada em muita luta e fé, de quem escolheu o futebol como profissão. Conversei com muitos desses garotos, e constatei que a vida longe da família, a pressão constante no mundo da bola, o desconforto de morarem dentro dos Centros de Treinamentos (CT´s) , e a alta competição nas categorias de base tornam esses aprendizes do mundo da bola, em verdadeiros exemplos de persistência e determinação. Eduardo Vuick, citado no início da matéria, começou em 2009, quando decidiu largar o futebol de salão para se dedicar totalmente a esse sonho. No ano seguinte, foi aprovado em um clube da cidade de Cascavel. Em 2011, largou tudo e foi jogar no Duque de Caxias no Rio de Janeiro, e sofreu a primeira decepção constatando que lá não teria muitas oportunidades, voltou para casa, mas acabou dando uma nova chance para seu sonho, neste ano se mudou para Itajaí, em Santa Catarina, onde hoje joga no Clube Naútico Marcílio Dias. “Posso dizer que nessa caminhada passei por muitas dificuldades, vivi mais tristezas do que alegrias, mas só estou hoje aqui, por causa dos meus amigos, e principalmente da minha família que sempre me apoiou e me deu força”, relata Eduardo. O colega de time e amigo, Rafael Lucas Rigo, de 17 anos, também de Realeza, passou por alguns times em comum, e tem a história de dificuldades muito parecida. Seu início na carreira foi através do futsal, onde logo se interessou pelo futebol de campo, sendo aprovado pelo Coritiba Futebol Clube, na capital paranaense. “Lá dentro, tive muitas experiências, algumas boas e outras ruins, quando sai de lá , decidi parar a minha carreira e estudar”. Mas a vida longe dos gramados só fez com que Rafael tivesse saudade do futebol, foi então que tomou a decisão de largar a faculdade já iniciada, e chegar ao Rio de Janeiro para também tentar carreira no Duque de Caxias. “Contei com o apoio dos meus pais e dos meus amigos que não me deixaram desistir”. Hoje Rafael também é colega de Eduardo no Clube Naútico Marcílio Dias, e tem certeza que se dedicando a se esforçando irá superar qualquer barreira. O zagueiro predestinado Com o atleta Alisson Brand, de 18 anos, natural de Francisco Beltrão, tudo aconteceu de repente, Alisson sempre havia sido apaixonado pelo futebol. Atuou no futebol de salão ainda em Francisco Beltrão, se mudou com a família para Realeza, e continuou jogando futebol nos campeonatos da região, quando em 2008, em um desses jogos, um olheiro do Paraná Clube o chamou para fazer alguns testes, onde posteriormente foi aprovado em um peneirão com outros 30 atletas, ficando alojado por duas semanas no Colégio Militar do Paraná. Alisson passou por inúmeras dificuldades, com 14 anos já morava em um alojamento do Paraná Clube em um bairro de periferia de Curitiba. “Tínhamos que trancar todos os nossos pertences em armários, pois éramos roubados, nosso ônibus era apedrejado quando chegávamos ao CT vindo da escola, muitas vezes não saíamos com medo que alguém nos machucasse”. Mas todo o esforço foi recompensado, Alisson logo ganhou notoriedade, sendo eleito o melhor zagueiro do paranaense juvenil em 2009, indicado por jornalistas esportivos, e também pré-selecionado para a seleção brasileira juvenil no mesmo ano. Os frutos não pararam por aí, Alisson foi chamado por um agente da Fifa, que hoje é seu empresário, para ser integrante da categoria de base do Internacional de Porto Alegre. “Muitos pensam que nossa vida no futebol é fácil, mas na verdade temos que matar um leão por dia, tive que lutar por tudo que conquistei, sempre senti muitas saudades da minha família”. A saudade é tanta que o atleta liga em casa só para ouvir a voz dos pais, para assim conquistar mais coragem e confiança. Alisson também perdeu muitos colegas no futebol, ele conta que fazia amizades, mas logo cada um tomava seu rumo, sendo muitos dispensados. “Muitos desistem por falta de oportunidades, não agüentam a pressão, e a saudade de casa”, revela. Depois de quase dois anos no colorado, com vários títulos, entre eles a Copa Santiago, e Capeonato da Federação Gaúcha Sub 17, Alisson que sempre foi torcedor do Inter, passou a integrar o time de base do Grêmio Futebol Porto Alegrense. Coisas que só o futebol pode proporcionar. Primos e o futebol Aislan Lotici foi o atleta realezense que mais ganhou notoriedade até agora. Com 24 anos, hoje joga em um time suíço, mas seu inicio no mundo da bola contou com muita perseverança. Logo aos 12 anos, quando foi aprovado em um peneirão em Santa Izabel do Oeste, foi morar no Centro de Treinamento Oscar Bernardi em Águas de Lindóia no estado de São Paulo, conseqüentemente foi integrado a categoria de base do clube paulista São Paulo, onde se profissionalizou. Lá disputou inúmeros campeonatos, como a Taça São Paulo. “Sempre foi o capitão, sempre foi antecipado nas categorias de base por causa da força física”, contou a reportagem o tio, Alencar Lotici. Zagueiro, Aislan chegou a jogar no São Paulo como profissional durante o campeonato paulista de 2008, ganhando notoriedade e ajudando o São Paulo a ganhar o título do Campeão Brasileiro no mesmo ano de sua estréia. Mas aos 22 anos, foi jogar no Guarani de Campinas, no interior de São Paulo, para pegar mais experiência em um time brasileiro, depois de receber propostas de times estrangeiros como Arsenal, Milan e Liverpool. Em 2012 foi transferido para o FC Sion, da Suiça. O tio Alencar Lotici ainda contou que Aislan sentia muita saudade da família. “Ele era muito garoto quando saiu daqui, tinha vezes que até nós sentíamos vontade de tirar ele de lá, não era fácil para ele”. Aislan contou com o apoio da mãe, Margarete Lotici, que deixou o emprego de enfermeira para morar junto do filho. “O apoio da família é muito importante, eles são muitos novos para enfrentar tanta pressão nesse mundo”, constata Alencar. Todo o apoio de sua família continuou dando apenas resultados positivos, seu primo Christian Pavlak , 21 anos, também se interessou pelo mundo da bola, começando com 13 anos, hoje também leva o futebol como uma profissão. Depois de um tempo jogando no Santa Ritense de Minas Gerais, e uma lesão que o tirou dos gramados por um tempo, Christian considera o futebol na sua vida muito importante."O futebol pra mim é tudo, é a minha vida, sempre dou o melhor de mim em campo, quero muito jogar em um time grande para ajudar a minha família”. Hoje ele ganhou uma oportunidade de também jogar na Suiça. A avó dos atletas, Maria Fruet Lotici, conta que sua família sempre foi muito ligada no futebol, seus filhos sempre jogaram e apoiaram campeonatos no interior. “Como avó sempre torço e rezo muito pelos meus netos, que eles conquistem tudo o que desejam”.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O Brasil das Leis e do pouco resultado


Em entrevista logo após alguns meses de mandato, o tão contestado deputado Tiririca mostrou pouca animação com a sua atuação no Congresso. “Os parlamentares muitas vezes varam as madrugadas em discussões intermináveis em que ninguém escuta ninguém. Um deputado fala e ninguém presta atenção nele. Outro dia mesmo tinha um fazendo discurso sobre a educação. Outro pediu a palavra. É coisa de louco.” Tiririca também reclamou do trabalho de parlamentar, que segundo ele, não tem muito resultado.

Já tive a oportunidade de escrever sobre os absurdos que alguns parlamentares cometem em fazer discursos inúteis e fora do contexto em algumas Casas Legislativas, gastando um tempo que deveria ser usado para tratar de leis em benefício da nossa população. São tão absurdas, que temos que ouvir monólogos sobre aranhas venenosas e até propaganda de seus próprios meios de comunicação- o que é proibido no Brasil, políticos terem qualquer vínculo com meios de comunicação.

Já paramos para pensar quantas leis existem no Brasil, e quantas dessas são irrelevantes? Já paramos para pensar, o motivo de tanta lei, e onde vamos parar com tudo isso? Só no Brasil existem mais de 181 mil leis em vigor (pela minha pesquisa, a que mais possui leis no mundo), destas muitas são aprovadas em câmaras de vereadores de municípios pequenos, e que não trazem nenhum benefício, e só enchem a lista de leis que jamais serão usadas, de tão irreais, absurdas, e de nenhuma importância.

Alguns dos exemplos a seguir mostram do que estou falando, pois nesse país das leis e do pouco resultado, existe político criando pista de pouso para seres espaciais (ETs), dia do Acarajé, ocupando seu tempo em proibir que São Pedro mande chuva, e mudando nomes de ruas, ao invés de projetos de maior relevância. E eu pergunto: se já não cumprimos as leis que existem nesse país, se os políticos não respeitam a própria constituição, para que tanta lei? Quantas leis são aprovadas por dia? Em números reais, quantas leis vamos deixar aos nossos netos e filhos? Do que eles se beneficiarão com isso? Sem falar no dinheiro público que é gasto com essas discussões inúteis, e da burocracia enorme e interminável para as aprovações de projetos. Até onde vai a criatividade e a necessidade de ainda ter mais leis? Somente na área tributária, possuímos 809 leis, decretos, portarias e resoluções em vigor.

Abro os jornais e vejo que o Brasil ainda precisa avançar em saúde e educação, que ainda existem muitas barreiras a serem quebradas para que possamos alcançar o pleno desenvolvimento, e os nossos representantes estão lá, recebendo um salário alto para que na maioria das vezes, defendam seus próprios interesses, e nos mostrando um trabalho que em salvas exceções, não nos beneficiam como deveriam. E quando se trata de aumentar os seus salários- sim, alguns parlamentares usufruem desse poder. A maioria está de acordo, e a votação não encontra nenhum obstáculo, como já aconteceu algumas vezes.

Tanta desigualdade, tantos abismos políticos para colocarmos um fim, tanta corrupção, e alguns nobres estão preocupados com seu discurso do dia. A burocracia impera quando o projeto é de iniciativa popular, mas quando se chegou lá, como foi o caso do projeto “ficha limpa”- algo que realmente nos interessa, virou em pizza. Parabéns Brasil! Tu és o país das leis e do pouco resultado. O país onde existem mais legisladores, do que pessoas que realmente fazem a diferença.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A Seleção Brasileira e o Estrelismo


Há muito tempo o futebol brasileiro deixou de ser uma força da nossa pátria diante de confrontos no mundo do futebol, para se tornar uma fábrica da qual alguns segmentos da mídia, e até críticos de futebol elegem as suas “estrelas”. Constantemente, a cara de algum dos nossos jogadores estampam capas de revistas, outdoors, marca de inúmeros produtos, que envolvem contratos milionários, somente para venderem a sua imagem. Dentro do campo, e também fora deles, muitas vezes suas atitudes deixam a desejar. A sede do bom futebol é tanta, que constantemente muitas fórmulas são dadas na esperança de dias melhores ao nosso futebol. Diante dos últimos “vexames”, resolvi comentar o que estou observando.

Um dos grandes exemplos de como o estrelismo domina, e a constante busca de receitas para o bom futebol predomina aconteceu nas últimas Copas, onde muitas vezes os técnicos daquela ocasião tentaram acertar seu time impondo fórmulas questionáveis, transformando milhões de brasileiros em técnicos também. Sinto falta da garra da seleção de 2002, que chegou desacreditada no Mundial Coréia/Japão, e saiu de lá com mais uma estrelinha. Em 2006, o técnico tentou usar a mesma fórmula da vitoriosa seleção, esquecendo que já tinha passado quatro anos. Cafu em uma entrevista na chegada ao aeroporto naquela Copa nos deu uma idéia de como estava a nossa seleção. Ele bateu diversas vezes no peito afirmando que o Brasil era o melhor do mundo. Ronaldinho Gaúcho fazia graça diante das câmeras, dando suas famosas embaixadinhas, e as televisões do mundo todo, o tratando como o “deus do futebol”. Jogando de salto alto como estavam o resultado não poderia ter sido diferente.

Em 2010, novamente, a seleção brasileira dessa vez nas mãos do Dunga, tentou usar outra fórmula imposta, a de que o amor a camisa deveria prevalecer. Convocado os nomes, não sobraram críticas que deveriam estar lá as “estrelas” Ganso e Neymar. A seleção até que estava indo bem, mas tropeçou diante da Holanda, o que obrigou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) atender aos pedidos de colocar os tão ansiados jogadores, esperando o futebol do jeitinho brasileiro, dando show. O resultado foi acompanhado nos desastrosos jogos da Copa América. E o que mais me envergonha, é saber que na lista de tantos e tantos brasileiros, que se consideravam técnicos, eram justamente os nomes de Pato, Ganso, Neymar e Robinho que mais apareciam.

O estrelismo tomou conta do nosso futebol. Não digo por todos, mas alguns jogadores parecem se importar mais se estão aparecendo no telão, se seu cabelo será o mais bonito, do que jogar o nosso futebol, aquele velho futebol que estávamos acostumados. E para quem se esqueceu do que estou falando, havia uma época da qual fiz parte, nos tempos áureos dos anos 90, que podíamos bater no peito e nos considerarmos brasileiros da “pátria das chuteiras”. Onde uma final de Copa do Mundo, era como se estivéssemos em uma grande batalha, a emoção predominava, e os gritos de “eu sou brasileiro com muito orgulho, e com muito amor”, fazia sentido, pois sentíamos a garra dos nossos jogadores uniformizados com a camisa amarelinha.

E hoje? Hoje já não vejo mais isso, não vejo sentido nos jogos. Falta vontade, falta amor, dando a impressão que o nosso futebol morreu. E o que fica são Patos, Neymars e companhia o tempo todo na mídia, parecendo que estão tentando impor aos brasileiros um craque que ele deve amar, escondendo que muitas vezes estamos órfãos de grandes jogadores como o nosso eternizado Pelé, Rivelino e tantos outros. Entram em campo como grandes ídolos, mais uma vez de salto alto. Os salários então nem se fala, são coisas exorbitantes, totalmente fora da realidade de um trabalhador brasileiro comum. Ronaldinho Gaúcho somente para “desfilar” no Flamengo ganha R$ 700 mil por mês, fora os milhões em contratos publicitários. O “voa canarinho” para mim já virou uma nostálgica lenda, pois um dia eu apertava a bandeira no meu peito, para que o verde e o amarelo acompanhassem as batidas do meu coração, o “Vai que é tua Taffarel” tinha a força de me fazer gritar junto. Chega de estrelismo, de individualismo. Chega de querer estabelecer regras, receitas, fórmulas e tantas outras coisas. Chega de tratar os jogadores como verdadeiros deuses. Eu quero sentir novamente a emoção que era ver a seleção jogar. Se quisermos realmente acertar, a fórmula nunca mudou, ela sempre foi à mesma: é raça, talento, e amor a camisa.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A Educação


Acompanhando o JN no Ar, apresentado todas as noites no Jornal Nacional, estamos vendo pela poltrona de nossas casas a realidade de um país onde a educação encontra abismos tão grandes, que em apenas uma cidade a rede pública de ensino se depara com o melhor rendimento e infraestrutura, e outra escola, sem o menor rendimento, onde até as salas de aula parecem acompanhar o péssimo desempenho, de tão mal cuidadas. Há muitas escolas sem reforma, de anos sem investimento, os computadores chegam, mas são largados de lado, sem nenhuma utilidade. Laboratórios e bibliotecas sem utilização, tudo na maior improvisação. Mas alguns governos estão lá presentes, dando uniformes e materiais didáticos e fazendo o maior alarde e propaganda. Há quem eu culpo? Posso fazer até uma lista enorme, e sei que o desafio é imenso, mas não impossível. O principal é que está faltando vida nas escolas, e maior participação dos pais desses alunos. Já tive a oportunidade de visitar algumas escolas públicas, e observei que as aulas demoram muito tempo para começar, pois o professor além de passar a matéria, tem que treinar a sua capacidade de paciência e pedir o mínimo de silêncio. Onde alguns alunos matam aula para fumar e passear. E eu pergunto: Onde estão os pais, que não deram educação ? Onde está a consciência de que estudar abre portas para o futuro?

Universidades

No Brasil, no último governo, foram criadas 14 novas Universidades Federais. Uma preocupação enorme para que todos os estudantes entrem no ensino superior e tenham a oportunidade de ter a sua profissão. A ideia de colocar todos na universidade é até plausível se não fosse apenas um contraponto. Hoje há muitos meios que facilitam a entrada na faculdade, o Sistema de Cotas e até as notas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) , mas foi esquecido que a grande dificuldade do Brasil de hoje, é muitas vezes o ensino básico. Desse modo, não adianta dar a oportunidade se o aluno não estiver preparado,sem ter as soluções nas deficiências do ensino fundamental e médio. Toda a vida escolar e acadêmica deve ter qualidade, e deve ser acompanhada na mesma igualdade e preocupação.

Professores

Quem nunca ouviu a frase de que tudo passa pelo professor?Todas as grandes profissões existem os professores que passam o seu conhecimento em uma sala de aula. Mas o professor não é valorizado. Talvez ganhe alguma homenagem do dia 15 de outubro, e só. Os professores desse país, em sua grande maioria, funcionários de escolas públicas e municipais, passam grande parte do seu tempo brigando com governos e exigindo melhores salários. Professor hoje em dia, é sinônimo de alguém que ganha muito pouco. Muitas vezes, até dribla todos os problemas que tem que enfrentar cotidianamente e dá aula como se fizesse mágica, por amor a própria profissão. Se a peça fundamental que é o professor não tem seu valor, como queremos exigir ensino de qualidade?

Bullying

Uma das grandes discussões dentro das escolas é a prática do bullying. Bullying no dicionário é um termo que vem do inglês, e que tem o significado de alguém que é “valentão”, usado para descrever atos de violência física ou psicológica para intimidar, ofender ou agredir outro indivíduo. Eu a grosso modo, chamaria apenas de falta de educação. Por que no tempo da minha vó, não existia isso? Sabe por quê? Por que antigamente o ensino era mais rígido, tanto na escola, quanto nas próprias famílias. Os valores como a educação, e o respeito, eram levados a ferro e fogo. Hoje, isso já não existe. O respeito que deveria vir de casa, não vem. E a televisão ainda ajuda a disseminar que o importante mesmo é ser magro e fazer sucesso, ajudando a quebrar com qualquer valor que ainda possa existir, sobrando à discriminação para quem não está dentro dos padrões impostos. Por esse motivo, posso repetir: o respeito e a educação começam dentro de casa.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Bolsas do Prouni


Uma reportagem exibida no Fantástico no último domingo dia primeiro de maio, denunciou bolsistas do Prouni que obtém o benefício sem ter o direito, pois as bolsas são destinadas a jovens oriundos de famílias pobres que não tem condições de pagar um curso superior. No ano passado, circulou na internet um texto de autoria de Rodrigo Cavalcanti, mostrando exemplos do cotidiano de como os brasileiros são corruptos. O autor nos coloca que o “jeitinho brasileiro” , não existe. É uma forma de nós mascararmos a nossa falta de competência, e muitas vezes até a malandragem, que consideramos ser algo de menor grau, que não afeta ninguém, e que ladrão é quem está no poder e desvia dinheiro. Alguns dos exemplos citados pelo autor ,estão uma simples corrida de táxi, ou em qualquer outro ambiente, onde nos deparamos com um troco errado, um valor a mais, mas que não devolvemos. O caso das bolsas do Prouni, não foge a regra. Há muitas pessoas carentes no Brasil precisando dessa oportunidade, mas que acabam se deparando com “malandros” que possuem condições de arcar com a mensalidade, mas que dão um jeito de passar a perna no governo e ficar com o benefício. Eles não estão apenas enganando o governo com o crime de estelionato, estão enganando a sociedade e a eles mesmos, que como a maioria dos brasileiros, vivem indignados com escândalos de corrupção, com políticos desonestos, que lamentam não viverem em um país mais justo, mas que infelizmente contribuem para isso. Tanto no caso das bolsas universitárias, como nos gestos simples, existem atos de corrupção, de roubo, de falta de ética. Enquanto não houver consciência de nossos atos, não teremos voz e nem moral para reclamar dos outros. O Brasil acaba virando essa ambiguidade, de julgar os outros, mas não dar o exemplo e agir corretamente, e que passar a perna, e enganar, só é um simples e inocente “jeitinho brasileiro”.

Vitória com gosto amargo

Osama Bin Laden, o líder dos atentados terroristas do 11 de Setembro de 2001, finalmente foi morto. Depois de quase uma década, os norte-americanos saíram às ruas em comemoração. É um grande engano comemorar uma vitória com um gosto tão amargo. Quantas pessoas não morrem inocentemente nesses atentados, guerras e afins no mundo? Foi o final de Osama Bin Laden, mas não o fim da violência e das guerras sangrentas. Não foi a última morte, e nem nunca será! A morte do líder não apagou os princípios da Al Qaeda, e nem trouxe de volta a vida de todas as pessoas mortas nas torres gêmeas. Não vi nenhum motivo de comemoração, pois o nosso mundo ao invés de resolver seus conflitos pregando a paz e o diálogo, usa da pior arma que pode existir. A violência do pior tipo: a de devolver na mesma moeda. A de responder aos ataques, com mais ataques ainda. Espero que não haja retaliações, senão o mundo será palco de mais tragédias.

Meu computador não matou ninguém!

O caso do massacre em Realengo, nos trouxe uma nova discussão. O quanto à internet pode nos facilitar a vida, e até ensinar um pseudopsicopata a se transformar em um assassino de sangue frio, oferecendo aulas de como atirar. Mas se analisarmos bem, assim como a internet, o jogo de futebol é uma forma de entretenimento, mas muitas vezes é usado como uma forma de violência entre as torcidas. Tudo acaba dependendo de como as pessoas a usam, se for em benefício seu e dos outros, até por que o meu computador nunca saiu atirando em ninguém.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Sobre o PT

Em relação à coluna do jornalista Badger Vicari do dia 4 de março sob o título “O PT é um partido diferente dos outros”, gostaria de tecer alguns comentários sobre o PT no âmbito nacional. Já ouvi muitas afirmações de que o PT mudou e que já não é o mesmo, aquele de antigamente, que pregava a justiça, ética e moralidade. Esses dias ouvi do próprio ex- presidente Lula essa afirmação. Em um documentário argentino, ele dizia que o partido tinha mudado sim, por amadurecimento, por entender como funcionava a política nesse país, e concluiu que foi intervenção divina não ganhar as eleições presidenciais de 1989, pois do modo radical que subiriam ao Palácio do Planalto, o governo não duraria 6 meses.
O livro do jornalista Ricardo Kostcho, "Do golpe ao Planalto” , que já foi agraciado com o Prêmio Esso de Jornalismo, nos conta na obra toda a trajetória do PT, desde as Caravanas da Cidadania, nas eleições presidenciais de 89, até os primeiros anos de governo, ele nos dá uma visão do que acontece com a nossa política. Não importa se é PSDB, PMDB ou PV, mas para se ganhar uma eleição, um político e um partido tem que fazer tantas concessões e alianças, que acabam por ficarem amarrados a interesses de terceiros. Ricardo Kostcho, ainda nos conta que entrevistou Fernando Henrique Cardoso no último mandato em que governava o Brasil e lhe fez a seguinte pergunta: Por que não dá um soco nessa mesa e governa do seu jeito? FHC respondeu que do jeito dele, seu governo só duraria no máximo mais 4 dias.
O problema não são os partidos que mudaram e as ideologias que acabaram. O problema está em um sistema político condenado a não dar certo. Um sistema que massifica e nos leva a uma sociedade cada vez mais capitalista e selvagem, onde a competição e as necessidades individuais estão sempre em primeiro plano. Para se ter uma ideia, suponho que nem Madre Tereza de Calcutá mudaria a nossa forma de se governar, se ela fosse candidata, com certeza teria que se aliar a evangélicos, ateus, ou seja, pessoas com outros pensamentos e ideais, e também seria criticada por ter mudado seu pensamento e ficaria atrelada a outros interesses. Lula também foi criticado por dar um exemplo de alianças, quando afirmou que até Jesus Cristo se aliaria a Lúcifer se fosse candidato, o fato é que é uma grande realidade.
Sobre as ideologias, acho que o PT não é o Lula, a Dilma, ou este ou aquele político. Acho que o PT é um ideal, pode parecer até meio utópico, mas como diria o próprio Fernando Henrique Cardoso “É utopia, mas sem ela ninguém muda o mundo”.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Primeira reportagem: Pracinha do Batel

Achei essa reportagem que fiz nos primeiros meses de faculdade em 2007. Saí por diversas vezes na rua com uma agenda de anotações para entrevistar os moradores do bairro do Batel onde eu morava, como estávamos aprendendo a construir uma matéria, ainda aprendendo o lead e o sublead, assim como a "teoria da pirâmide invertida", a matéria foi construída aos poucos, sob a orientação do Professor Zanei Barcelos, que na época dava a matéria de "Técnicas de Entrevista, Reportagem e Redação". A pauta era para identificar os problemas do bairro onde morávamos, no total foram 25 entrevistados, por fim entrevistei também o órgão responsável, a primeira vez que entrevistei de fato, uma autoridade. Segue minha primeira matéria.


A abertura de uma rua atravessando a pracinha do Batel, está sendo motivo de
muita discussão por parte dos moradores que não aceitam a obra, foi o que
mostrou uma enquête realizada em maio pelos estudantes de jornalismo da PUC.
Segundo a arquiteta da Secretaria do Meio Ambiente Denise Furtado, a obra
será executada e declarou também que houve uma reunião com a comunidade, e
que em nenhum momento o fato foi levantado.
O Batel possuí quatro shoppings, localiza-se na região Oeste de Curitiba e
possuí uma população estimada em 12097 habitantes, sendo a maioria
mulheres.No último Sábado dezenas de moradores se reuniram na Avenida Batel,
distribuindo diversas camisetas com o slogan ‘Beto, não acabe com a nossa
pracinha”.
“Sou contra a abertura da pracinha, acho que poderia ser apontado outro
caminho, o Batel perderia a sua identidade”, lamenta a jornalista Aline
Benassí,24 anos, a aposentada Neide Veiga, 60 anos, já tem a sua opinião
formada a respeito do assunto, ela deduz que curitibano dirige mal, pouco
adiantaria reformar a praça.
“O trânsito é realmente muito ruim, mas acho que a reforma da pracinha, não
mudará nada” afirma Daniel Muarck 33 anos, bancário. Outra reclamação por
parte da abertura é feita pelo estudante do ensino médio Jader Thomson, 15
anos, ele acha que não dá para simplesmente acabar com uma pracinha
histórica.
Trata-se da identidade de um bairro, mas há quem comece a dividir opiniões,
como alguns moradores antigos que se manifestaram á favor da abertura,
justificando que devemos pensar no coletivo, o assunto continua causando
polêmica.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Fenômeno Aposentado


Chegou a hora de Ronaldo pendurar as chuteiras. Junto a uma carreira cheia de conquistas, o maior artilheiro de Copas de todos os tempos deixa o futebol profissional. Como não lembrar de suas jogadas em mundiais? Como não lembrar de seu cabelo em 2002, onde o corte era no mínimo estranho? Como não lembrar dos escândalos envolvendo mulheres, e do aumento de peso? Mas Ronaldo não foi exceção em um ponto. O fato de ter sido um jogador brilhante,de ter sido eleito o melhor do mundo, não fez com que seu destino fosse como o de muitos outros. O de ser tratado como uma mercadoria. Quando estão na época de brilharem, toda a imprensa torna-os ídolos inquestionáveis. Quando no final de suas carreiras,já não rendem, acabam por serem desmerecidos, e os espaços em jornais e na grande imprensa são as cobranças e as piadas, esquecendo que são seres humanos e possuem suas limitações. Ronaldo pode deixar os gramados, mas o futebol brasileiro jamais, pois ele deixou a sua marca nos corações de toda uma nação que vibrou com seus gols, que torceu pela sua recuperação, e que gritou seu nome assistindo suas jogadas.

Novelas

Ontem, por acaso, vi uma cena da novela global “Insensato Coração”, onde um personagem dizia que a traição era normal, pois as pessoas tendem a se auto-afirmar, e enjoam de seus casamentos. Por muitas vezes, tenho acompanhado o que acontece nas novelas lendo as manchetes das revistas nas filas de mercado, e acabo me dando conta de uma triste realidade. Nem precisa assistir todos os folhetins para saber que os ingredientes e acontecimentos são sempre os mesmos. Filho enganando pai, “mãe de família” que trai o marido, noivo que está prestes a se casar traindo a noiva. Mortes, assassinatos, traições, mentiras, traições, brigas, traições... A mesma sujeira todos os dias poluindo nossos lares. Já perdi as contas de quantos psicopatas apareceram na telinha fazendo maldade, se existissem tantos psicopatas como as novelas mostram, estamos mais perdidos do que eu imaginava. Também já é rotina em novelas transformar todos nós em detetives, para descobrir qual personagem está matando, envenenando, atropelando, ou seja, o grande assassino da trama. Me perdoem os noveleiros, mas o único caminho que vamos seguir com tantas histórias que não educam, e não acrescentam nada, é a degradação dos valores da família.

BBB

Esses dias, recebi um texto desses passados por e-mail criticando o também global Big Brother Brasil. Segundo o autor, o programa já é o fundo do poço e ainda adverte que o BBB destrói os valores da família brasileira, e também mostra preocupação com a ideia de que os participantes são heróis. Heróis segundo o texto, são os trabalhadores brasileiros que trabalham todos os dias, que ganham mal, e muitas vezes têm que sustentar a casa com um salário mínimo. Ano passado, tive a oportunidade de ler uma matéria onde alguns entrevistados tiraram dinheiro do seu próprio bolso, e em alguns casos se endividaram para presentear o “herói” que tinha saído da casa sem o prêmio. Em diversos lugares do país, chegaram a montar clubes com fãs para arrecadar o valor e dar para o BBB preferido. Logo um psicólogo analisava clinicamente que essas pessoas não tinham o mínimo de amor próprio, e precisavam de tratamento, em especial uma mulher, que vendeu todas as coisas de casa e se separou do marido, apenas para mandar presentes para o Eliéser que participou da décima edição do programa, que ela nunca conhecera, apenas acompanhava pela televisão. Se isso não é o fundo do poço, como sugeriu o autor, estamos bem próximos dele.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O dia que o Canário apanhou de um Galo manco!


Por Wilson Vanin

"Um galo sem esporas foi visto hoje em um estádio lotado na França.
Mesmo não tendo armas letais, cavoucou a tumba de um canário, depenado e auto-destrutivo."

O bem da verdade é que nunca vi um canário jogando futebol, e não sei o que leva o apelido de canarinho a seleção nacional...se é que podemos chamar de seleção...

O canarinho é bunitinho e tudo mais, mas genteeee, o Kaká não foi convocado!

Sinto falta do Carlos Alberto Parreira, Felipão, mas principalmente sinto falta do Dunga! Ah que saudade daquela seleção que chegou aonde chegou com méritos, e foi desmerecida por um só jogo. Agora em 5 jogos temos 2 derrotas, mas ainda é nóis né Mano!
Veja bem, que equipe que não vai, que não tem objetivo. A falta de comando é extremamente visível quando se percebe jogadores perdidos e sem saber o que fazer. Enquanto Mano no banco parecia não ter voz ativa, o Menez em campo deitava em pé. Também acho que o Benzema deveria ser nosso pra ver se saía a praga da seleção.
Não só de críticas viverá o homem, e assim reconheço aqueles que merecem minha atenção. Enquanto Júlio César fazia seus milagres de sempre, os zagueiros se esforçavam para cobrir os erros dos volantes, meias e laterais. Dunga cobrava objetividade de Robinho, enquanto o Mano deve cobrar um cumprimento de mano mesmo. O Pato tava fora da briga...o negócio era entre o Canário e o Galo....
Reconheço uma melhora quando Sandro entrou, com o Hulk, embora me parecesse estar jogando em um Caldeirão(sem críticas ao apresentador, mas não é a profissão dele).

E quando se pensa em ter uma super jogada, escuta-se Galvão Bueno, após um chute, dizendo: "...a bola subiu pouco, muito"

É...esse é um grande time, mas cada um tem o narrador que merece...

Mas o que me deixou mais impressionado ainda, foi após o término do jogo o volante Lucas reclamando que o juiz deu 2 minutos de acréscimo e não 3. Os caras não conseguem fazer um gol em 92 minutos, aí querem fazer em 1?
Ah...antes que eu esqueça, quanto ao Galo manco, foi aquela linda jogada do Hernanes. Sério...eu juro pensar ter visto a camisa branca embaixo da camisa da seleção com uma foto do Anderson Silva! Não prestei atenção, mas o jogador francês parecia com o Belfort?

Enfim...com tudo isso sinto uma vontade imensa de gritar: VOLTAAAAAAAAAAAAA DUNGAAAAAAAAAAAAAAAAA, e é claro, traga o Felipe Melo no lugar do Hernanes, porque aquele sabe como se faz!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Dilma


"Sonhar e perseguir nossos sonhos é exatamente o que nos permite romper os limites do impossível." Com essa frase no último dia 1 de janeiro de 2011, Dilma Rousseff cingia em seu ombro a faixa presidencial. O Brasil hoje é governado por uma mulher, uma mulher que como o presidente Lula, promete dar maior ênfase as camadas mais pobres da população brasileira. Dilma hoje representa a continuação de um projeto que vem dando certo, mas não é apenas isso. Representa também milhões e milhões de brasileiras país afora que também querem o direito de sonhar como mães, avós e filhas. Representa as mulheres de fibra, de força e coragem, desde aquelas que acordam cedo para cuidar dos filhos, até aquelas que vêm cada dia mais ocupando um lugar na sociedade.

Um país otimista

Segundo informações da pesquisa Gallup Internacional, o povo brasileiro é um dos cinco mais otimistas em relação à economia mundial nesse ano que se inicia. Apenas 9% dos entrevistados acreditam que haverá dificuldades econômicas. Com otimismo, fica fácil acreditar que o Brasil viverá uma das suas melhores fases. Agora mais do que nunca, é a hora da união para que possamos dar um salto de qualidade em todas as áreas, principalmente em saúde e educação.

Ronaldinho não é gaúcho, é carioca

Parece que aquela conversa de amor ao time e orgulho da camisa não existe mesmo. Quem é do mundo do futebol sabe disso, é como em qualquer outro lugar, uma empresa que visa o lucro. Ronaldinho gaúcho não é mais gaúcho, e sim um carioca! Para as pessoas que ainda acreditam que o que importa é a fidelidade ao time, acho melhor acordarem um pouco dessa ilusão! Alguns milhões a mais fazem qualquer um esquecer-se de sua origem e de seu time do coração. Pobres gremistas, Ronaldinho e seu irmão provaram mais uma vez que o que conta é a poupança no final do mês.

Brincando com vidas

Mais um ano e mais tragédias, e o pior, tudo sempre previsível. As casas inundadas, tudo o que foi construído uma vida inteira indo embora no meio da lama. Cadê as soluções? Será que ainda vamos esperar mais chuvas e mais cenas de tragédias por quantos anos? São famílias que vivem diariamente no perigo, são interditadas pela defesa civil, mas se encontram naquele velho dilema: Se eu sair daqui, vou para a rua? Acho que nós brasileiros aqui do Sul, temos que nos unir e rezar para São Pedro parar de mandar chuva para lá, que é o que nos resta, por que pela televisão, só escutamos investimentos que nunca dão em nada, e que esbarram na força da natureza. O que sempre sobra, são os noticiários cheios de mortes e desabamentos, e aquele sensacionalismo de sempre, com o repórter em cima dos escombros e filmando os gritos de desespero de quem perdeu não só apenas bens materiais, mas a família, os amigos, os vizinhos...

Um ano sem Zilda Arns

Uma das melhores definições que encontrei sobre a doutora Zilda Arns, foi à de que ela seria um dos corações mais bondosos que já bateram no nosso país. Para quem tevê a oportunidade que eu tive de ir até o cemitério onde ela está enterrada, acabou estranhando a falta de flores e homenagens a ela. A explicação é o seguinte, a família não permitiu que ninguém enviasse flores e faixas, mas que usasse esse dinheiro para doar a Pastoral da Criança. Belo exemplo de generosidade e humildade.O jeito agora é torcer para que surjam mais pessoas com o coração de Zilda Arns, para que façam a diferença e ajudem a construir um mundo melhor.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Papai Noel


O bom velhinho chegou gordo para os políticos neste Natal com o reajuste de 61,8% aprovado na Câmara dos Deputados e no Senado nos salários pagos a deputados, senadores, ministros, presidente e vice-presidente da República. O presente de final de ano custará R$ 1,8 bilhão aos cofres públicos. Só os deputados federais poderão elevar o seu salário de R$ 16,5 mil para 26,7 mil. O que eles esqueceram de reconhecer é que o nosso Brasil não é um país completamente justo, e eu desafio os nobres parlamentares a viver com o salário de R$ 510 por mês que foi pago durante o ano de 2010. Desafio a alimentar suas famílias com o dinheiro pago pelo Bolsa Família, talvez assim eles possam analisar o que é um salário justo, e o que falta realmente para o Brasil deixar de ser tão desigual, pois nunca nenhum trabalhador brasileiro conseguiu essa porcentagem de elevação em seus honorários no final do mês. O que será que os 35 parlamentares que votarão contra farão com o benefício? Irão abdicar desse dinheiro?

Educação

O país ainda engatinha no quesito educação, os avanços foram notáveis, mas se formos analisar, os passos são lentos e as fórmulas ainda são ineficientes. O Brasil deixa a desejar na educação básica, pois nos últimos anos houve uma preocupação maior com o ensino superior, deixando de lado as crianças que estão entrando na escola. Segundo o movimento “Todos pela Educação”, existem metas que precisamos alcançar, e no ano de 2010 nenhum estado da federação atingiu. As metas são: diálogo com os pais para acompanhar a vida letiva dos filhos, valorização dos professores, fortalecimento das avaliações aplicadas e melhoras nas condições de aprendizagem como a ampliação do turno de ensino. Se essas metas não forem alcançadas, provavelmente a educação ainda enfrentará problemas e impedirá grandes avanços, colocaremos mais estudantes no ensino superior, mas a maioria ainda enfrentará dificuldades nos primeiros anos de escola.


Oito anos de Governo Lula

O país avançou muito socialmente nos últimos oito anos de mandato de um ex-metalúrgico, os avanços foram visíveis, tanto economicamente, como no reconhecimento internacional. O presidente nos deixa uma sucessora e ostenta números recordes de popularidade, acertou muitas vezes, mas ainda assim a corrupção foi assunto que incomodou o governo federal. Mas uma coisa é fato, quer alguns teimarem em não reconhecer, Lula é um herói nacional e líder de massas. Ele merece reconhecimento pela sua história de vida e sensibilidade para tratar das questões sociais como sua principal bandeira. Lula deixa sua marca como o presidente mais popular da história.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Ordem e Progresso?


O Exame Nacional do Ensino Médio realizado em todo país e que deveria servir para ajudar os alunos a entrar na faculdade, está sendo a maior dor de cabeça para eles. Alunos que estão em uma fase decisiva em suas vidas, perderam o sono desde que as impressões das provas estavam erradas. Diversas manifestações estão ocorrendo em todo país, de alunos que querem acima de tudo, ter o sonho de entrar para o ensino superior respeitado.
Essa prova foi a grande responsável por um salto de alunos oriundos de escolas públicas terem sua chance de entrar nas faculdades federais, além de testar o conhecimento longe das “decorebas” de cursinho, mas com o vazamento das provas e agora o erro deste ano, estão fazendo com que o Enem perca a sua credibilidade. Essa questão me faz refletir o que significa mesmo a frase “Ordem e Progresso” ?

Xenofobia

Em um país como o Brasil, tão vasto e tão grande em miscigenação e cultura, deveria se orgulhar de seu povo e de suas riquezas naturais, mas parece que uma parcela da população não entende desse orgulho, e ao final do segundo turno das eleições presidenciais lançaram uma campanha de ódio no twitter contra os nordestinos, dando-lhes a responsabilidade pela eleição da Dilma.
Quem mais impulsionou a campanha foi a própria imprensa, que fez questão de frisar a todo o tempo que a vantagem da candidata se estenderia ao chegar aos estados do Norte e Nordeste, exibindo muitas vezes um mapa em vermelho e azul, dividindo o nosso país e colocando Minas Gerais e Rio de Janeiro no Nordeste e São Paulo no Sul.
Um país que mostrou repulsa contra o aborto seria muita pretensão ser a favor de ataques contra um povo que vive dentro da mesma nação, que ajudou a construir nossa história. Também acho muito preconceito o fato de ricos votarem em quem defende rico, fazendeiro em quem defende fazendeiro. E qual o grande motivo que há em nordestino não poder votar em quem ajuda eles?

Deus não é cabo eleitoral

Um dos grandes desastres dessas campanhas, que me fez por muitas vezes ter vergonha de ser brasileira, foi o baixo nível usado. Até Deus entrou na briga, e os candidatos buscaram mostrar quem era o mais santo, o mais crente, o mais religioso. Espero que as eleições presidenciais 2010 sirvam de lição para aprendermos que Deus não é cabo eleitoral.

A primeira Mulher

“Agora você pode”. Foi assim que Dilma já eleita mandou um recado para milhões de mulheres nesse país. Dilma representa uma ruptura total contra o preconceito feminino e abre uma nova era em nossa história. E será que ela seguirá no rumo certo? Isso só o tempo dirá!

sábado, 13 de novembro de 2010

A paixão pelo Inter


Ensaio sobre O Inter feito para um trabalho de faculdade na matéria de Jornalismo Especializado que me permitiu homenagear o meu irmão

“Glória do desporto nacional
Oh, Internacional
Que eu vivo a exaltar”

Porque afinal existe toda essa paixão acerca de algo que não vivenciamos? Ou talvez como dizem os mais céticos, a paixão explosiva diante de algo que nem sabe que a gente existe, ou não está nem aí para os nossos sentimentos? O que realmente posso dizer, é que talvez a resposta mais óbvia fosse à possibilidade de sermos guiados pelas nossas emoções, e não agirmos pela razão. O fato de simplesmente ser apaixonada por um time de futebol, não nos faz totalmente dependentes desse vício, e talvez não nos deixe menos pensante, o fato é que esse sentimento existe, e ás vezes fica tão forte que não temos nem como controlar.
Eu não escolhi torcer pelo Inter de Porto Alegre por acaso, minha história com o meu time está entrelaçada desde quando eu nasci, e talvez Nelson Silva, o dono da letra do hino do Internacional, já esperava que no interior do Paraná fosse nascer mais uma colorada e introduziu na sua letra a parte do “Eu vivo a exaltar”, pois foi exatamente isso que eu fiz minha vida inteira. Quando nasci em abril de 89, lá estava meu pai todo babão e minha orelha tão pequena foi vítima dessa paixão, lá na Policlínica São Vicente de Paula, a mais tradicional de Francisco Beltrão, lá mesmo colocaram em mim brincos vermelhos que remetiam as cores do Inter. Desde pequena vi meu pai com seu radinho exposto na sala sintonizado na rádio gaúcha, acompanhando cada lance, cada notícia, cada passo do Inter, e o tão sonhado título mundial nunca vinha, o que vinha era um título aqui e ali regional, a maior alegria então era ganhar do Grêmio, seu maior rival, lembro como se fosse hoje, o Inter dando uma surra histórica com sete gols pra cima do Grêmio em 1997, e eu lá toda eufórica pulando e gritando com a camisa do Inter, que na época ainda era patrocinado pela Coca Cola.
E foi exatamente nesse dia e neste ano que começou minha paixão pelo Inter, quando eu comemorava os gols do Inter, minhas amigas gremistas me perguntavam o que afinal eu ganhava com aquilo? O fato é que eu não me importei, e continuei gritando de felicidade como se eu estivesse ganho na Mega Sena acumulada, tamanha a minha euforia. E foi em abril de 1997 que ganhei minha primeira camisa do time, estava fazendo aniversário de oito anos e meu pai desembrulhou o presente e lá estava ela, tinindo de nova, branca e vermelha, e não a larguei mais, até hoje vejo as fitas que meu pai gravava nesta época, eu com minha camisa do Inter toda orgulhosa. E por falar nas minhas amigas gremistas, rolava ceninha de ciúme, rolava até algumas briguinhas, cheguei ao ponto uma vez de colar na porta da minha casa um cartaz onde eu dizia que era proibida a entrada de gremistas.
Até aquela época nunca tinha parado para pensar muito no que eu ganhava fazendo todo esse estardalhaço, pouco me importava naquela cabecinha de criança ingênua, só me importava mesmo em provocar as minhas amigas.
Mas irei dissertar um pouco mais sobre essa paixão. Ela era nutrida muito mesmo pelo fato da competição, na minha família, que tem um lado bem gaúcho, havia e ainda há santistas, corintianos, gremistas e meu pai e uma tia, colorados roxos. Sempre que nos reuníamos aos domingos para os churrascos em família, todos esperavam a Globo passar o jogo no domingo a tarde, como só passava um, os torcedores dos times que não estavam jogando ao vivo, ficavam na expectativa de esperar pela bolinha avisando de um gol, quando ela aparecia, esses mesmos ansiosos iam para frente da televisão e tentavam acertar os lances na esperança de ser o seu time o que acabara de fazer o gol. Sobre a paixão que cada um sentia pelo time, ninguém sabia dizer ao certo, meu tio porque gostava muito do Rivelino que jogava no Fluminense, meu pai porque gostava muito da cor vermelha do Inter, e porque também em 1979 na época em que escolheu o time, ele havia faturado a Campeonato Brasileiro de forma invicta. Minha outra tia também colorada, aprendeu com o pai e também passou a vida inteira ouvindo os jogos do Inter as margens do Rio Guaíba. Meu avô era santista por causa do Pelé, e até hoje nem meu outro tio palmeirense, nem minha avó corintiana conseguiram explicar o motivo de torcerem pra seus respectivos times, até que em 1990, uma tia minha se casou com um gremista, e o resto da história você pode imaginar. Toda vez que vamos até a casa deles em Joinvile SC, meu pai se recusa a tomar chimarrão na cuia com o símbolo do Grêmio, só aceitou uma vez, quando colocou um lenço para tapar o símbolo e evitar que suas mãos coloradas tocassem naquele símbolo azul.
Mas vamos aos fatos. Acredito que não agimos pela razão, que as nossas paixões auxiliam a nós movermos nossas vidas, mas em algumas vezes, não sabemos usar nossa paixão para o bem, como é o caso da violência no futebol. Nos últimos dez anos, 42 torcedores morreram em conflitos dentro, no entorno ou nos acessos aos estádios de futebol. Os dados foram estudados por um sociólogo e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Maurício Murad, baseado em dados fornecidos por jornais, revistas e rádios das principais cidades do país entre os anos de 1999 e 2008.
Neste período a média ficou em 4,2 mortes em cada ano. No período entre 2004 e 2008 o número de mortes totalizava 28, uma média de 5,6 por ano. A proporção é ainda maior se contabilizarmos somente os últimos dois anos, com 14 mortes, média de sete por ano, constatando que está cada vez maior o número de óbitos entre as torcidas de futebol.
Eu bem sei o que são esses fatos. Moro há algumas quadras do estádio do Atlético Paranaense, e sei da algazarra, dos xingamentos e das loucuras que os torcedores fazem simplesmente para ver o time, e quando ele perde agem muitas vezes como animais selvagens. Ao constatar isso, me remete ao que minha amiga me falava há anos atrás, em 1997, quando entrei de cabeça na minha paixão pelo Inter, quando pulava de satisfação pelos gols, e me vem cada dia mais forte aquela frase: O que você ganha com isso?
Mas vou continuar a respeito da paixão. Quando ela é verdadeira, não importa, quando ela nos dá prazer ou alegria, não importa o preço. Ainda vibro com o Inter, já estou me formando na faculdade e ainda tenho brilho nos olhos quando ele joga. Vi ele ser Campeão do Mundo em cima do Barcelona em 2006, exatamente no dia 17 de dezembro de 2006, que marcou totalmente a minha vida. Não consegui ver o jogo inteiro, saí de casa naquela manhã de domingo simplesmente por medo de não conseguir esse título, do medo de perder mesmo, e ficar sem fazer história e acabar a vida inteira me remoendo e querendo esse título. Meu nervosismo, o coração a mil me impediram de ver o jogo ao vivo, mas exatamente aos 37 minutos do segundo tempo, quando os gremistas da cidade já tinham acabado com todos os foguetes das mercearias que ainda estavam abertas e também torcendo pelo Barcelona, eu estava na esquina da minha casa e vi quando meu irmão gritava como eu nunca havia o visto gritar na vida, um grito de excitação, de completa felicidade, uma explosão de contentamento, que há anos ele guardava no peito, pois só eu sei o quanto ele sofria quando o Inter perdia para o Grêmio, ele chorava em frente ao rádio, não querendo nem ir para a aula, com medo das retaliações de seus colegas gremistas. Mas foi aos 37 minutos do segundo tempo,com o gol de Adriano Gabiru, que até aquele momento ninguém conhecia, ficou a frente do poderoso Barcelona que tinha estrelas como Ronaldinho Gaúcho e o português Deco, que tinham acabado de eliminar um time mexicano com quatro gols e estavam achando que ia ser mamão com açúcar derrotar um time gaúcho que nunca havia estado em uma competição mundial de clubes. O fato que naquele dia todos os gremistas do planeta baixaram a cabeça, e fiquei sabendo até de alguns que choraram de raiva, pois o mundo estava sendo pintado de vermelho, vermelho da paixão, vermelho do Inter.
Eu claro, vibrei o dia inteiro, eu e minha família quase nem acreditávamos, meu irmão chorava em frente à televisão, e seguimos até a avenida com vários colorados da pequena e pacata cidade de Realeza no Paraná, como se estivéssemos ganho na Loto Mania, como se tivéssemos sido abençoados pelo Papa, ou sabe se lá Deus, qual outro motivo para causar tamanha alegria e alvoroço.
E essa minha paixão? Que me importa saber que não ganhamos nada com aquilo? Hoje vendo tudo isso. Acho que ganhei sim, ganhei a oportunidade de poder sonhar, de vibrar, de me alegrar com a alegria de todos. A oportunidade de ver uma união tão fiel, mas tão fiel mesmo, que não importa onde o Inter esteja, ganhando ou perdendo, ela continua aqui, bem grande dentro do coração.
A paixão de escolher a cor do seu quarto na cor vermelha, de suas roupas na cor vermelha, de andar na rua e ficar cantando o hino feito uma boba, de se refugiar na televisão do vizinho para ver a partida quando a sua televisão a cabo te deixou na mão. De chegar à sua casa e ver lá o quadro exposto do Inter de 79, e saber reconhecer todos os jogadores, mesmo nunca tendo os visto jogarem, pois nem havia nascido naquela época. A paixão de todo glorioso 17 de dezembro reunir a família na sala para assistir novamente a partida do título mundial, até decorar todos os lances, somente para reviver as emoções. A alegria da paixão de ser domingo e poder entrar no site do Inter atrás de mais um jogo, para saber onde joga. A petulância de falar de paixão de alguém que viveu e vive isso em seu cotidiano, e que nunca se arrependeu de ter escolhido esse time.
Mas o destino acabou reservando uma surpresa para essa família colorada, a minha família. Quis a vida que nós fossemos premiados com essa dedicação. Meu irmão caçula que sempre amou jogar bola acabou sendo escolhido por um olheiro do Paraná Clube em 2008, quando jogava os campeonatos regionais, em um ano e meio conseguiu notoriedade e foi eleito o melhor zagueiro da competição em 2009. No meio desse ano, quando estava prestes a assinar com o Paraná Clube novamente, foi impedido por alguns empresários, inclusive um agente da FIFA, que queria colocar ele dentro do Beiro Rio, ou seja, nas categorias de base do Internacional de Porto Alegre. Imaginem a nossa alegria? E foi isso mesmo que aconteceu, em agosto de 2010, o Alisson meu irmão, foi ao Inter, essa história de paixão e lealdade teve um desfecho digno de filmes com os finais mais lindos e encantadores. O Alisson defende o Inter hoje, e apesar da pouca idade, com 16 anos, já está conseguindo espaço lá dentro. E essa paixão está arrastando muita gente, agora todos os nossos conhecidos querem ser colorados, uma parcela da família que não tinha assumido time nenhum quer ser colorada. E quem disse mesmo que essa paixão não nos trouxe nada?
Alisson Brand assina com Internacional de Porto Alegre

Escrito por Jornal Liberal Seg, 02 de Agosto de 2010 09:39
O atleta Alisson Brand, o Brandinho, 16 anos, assinou contrato com o Internacional de Porto Alegre (RS), onde irá defender as equipes de futebol da base do time gaúcho. Ele estava há dois anos nos times de base do Paraná Clube, em Curitiba, onde se destacou e foi premiado na Seleção Paranaense Juvenil do Campeonato de 2009, e foi indicado e pré-selecionado neste ano para a Seleção Brasileira sub-16.
Alisson, filho do economiário Deonildo Brand e Seloir Alievi Brand, residentes em Realeza, iniciou sua carreira ainda criança, jogando futebol e futsal no Marrecas Clube, em Francisco Beltrão. Em 2003, quando a família se mudou para Realeza, ele começou a se destacar na escolinha municipal do Real.
Em 2008, através da Escolinha Atletas do Futuro de Francisco Beltrão, um olheiro do Paraná Clube selecionou Alisson para compor as equipes da capital paranaense. No mês passado neste ano, um técnico do Internacional, o observou e avaliou, aprovando o desempenho do atleta e o contratando para o juvenil do colorado, equipe que também é seu o time do seu coração.
A família orgulhosa pelo filho, deseja todo o sucesso e declara que estão na torcida para que continue, cada vez mais, sendo jogador de destaque no mundo do futebol.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Que país é esse?


No dia 6 de fevereiro de 2007, o recém eleito deputado federal Clodovil Hernandes subia no plenário pela primeira vez, e falou de uma lei do qual queria mandar ao Congresso. Uma lei que infelizmente não saiu do papel, pois o deputado veio a falecer anos mais tarde. Disposto a acabar com a tradição dos discursos inúteis, Clodovil afirmou que a Casa Legislativa representava o país, mais com tanta algazarra, parecia um mercado, pediu silêncio e disse que amava o país mais do que qualquer pessoa que se encontrava ali.
Quem já teve a oportunidade de assistir a uma sessão plenária como eu, deve ter sentido a mesma coisa. Na escola, desde o jardim de infância fomos educados a fazer silêncio para ouvir, mas parece que muitos dos nossos políticos não aprenderam a lição número 1. E não precisa ir para Brasília para assistir a isso, na Câmara Municipal de Curitiba, um projeto que beneficiava os homossexuais quase não foi aprovado, pois os vereadores não conseguiram ouvir o que se discutiam ali.
Será mesmo que os políticos sabem que estão mesmo representando o país? Será mesmo que eles têm consciência do quanto é importante as leis que passam pelas votações? Será mesmo que eles têm noção do que falam e do que se discutem ali? Basta ir até uma Casa Legislativa para dar apoio à lei de Clodovil. Na Assembléia Legislativa do Paraná, um deputado chegou ao cúmulo de dar lições que segundo ele, eram em benefício da população. Uma delas era não se esquecer de olhar o sapato antes de calçá-lo, lá poderia haver uma aranha marrom e isso poderia ser mortal.

Comunicação

O artigo 54 da Constituição Federal proíbe que políticos sejam donos de veículos de comunicação. A lei existe, o que não existe é o respeito a ela. Em alguns discursos, nobres políticos chegam a fazer propaganda de suas rádios e televisões. Dos 27 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 20 estão representados por políticos como proprietários de veículos de radiodifusão. Os políticos do DEM saem na frente com 58 veículos e representam 24,1% do total da classe sócia de meios de comunicação. Os filiados ao PMDB aparecem em segundo lugar com 48 veículos em seu poder (17% do total), seguido dos políticos do PSDB com 43 canais de TV ou rádios. O mapeamento foi feito pelo Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação e descobriu ainda que 147 prefeitos, 55 deputados, um governador, 48 deputados federais e 20 senadores têm vínculo direto com os meios de comunicação. Com esse patrimônio de comunicação fica difícil não acreditar na manipulação de informação em favor de interesses.

CQC

O programa CQC da Rede Bandeirantes já nos deu um exemplo de como os políticos estão preocupados com o que falam e o que assinam. Uma mulher a pedido do programa foi recolher assinaturas no Congresso Nacional para aprovação de uma lei. A maioria dos políticos assinou sem saber do que se tratava, sem saber que estavam dando apoio para que na cesta básica brasileira fosse inserida a cachaça.
E é exatamente esse o exemplo que é levado à sociedade. Um exemplo de desrespeito e injustiça. Um país que não respeita nem a própria constituição, mas que há cada eleição faz tudo, conserta tudo, promove tudo, avança na saúde e na educação. Mas afinal, que país é esse?

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

E Viva a Democracia!?


Milhões de brasileiros foram até as urnas no dia 3 de outubro, em meio a um processo eleitoral marcado por candidatos bizarros, propaganda, distribuição de santinhos e disputa no voto a voto. No dicionário brasileiro a palavra democracia quer dizer a participação direta de cidadãos para a tomada de decisões, mas o que vimos então foi à desistência de muitas pessoas ao anularem seus votos, não sabendo o quanto é importante a sua participação. Ouvimos falar muito em voto consciente, mas o que vimos também foi à reeleição de candidatos devedores a justiça, fazendo com que a tal famosa lei do “ficha limpa” virasse pizza e permitisse a entrada novamente de macacos velhos na política brasileira. Na Assembléia Legislativa do Paraná, ambiente marcado por escândalos e funcionários fantasmas, os mesmos continuarão lá, pois a parcela de renovação não foi significativa.
A palavra democracia nunca esteve tão na moda. Foi essa a justificativa mais usada para que as eleições presidenciais fossem para o segundo turno. E eu pergunto: Democracia é usar de mecanismos baixos para atrair votos? Democracia é puxar o tapete do adversário com calúnias e difamações? Democracia é a invenção de factóides? Democracia é ao invés de discutir projetos é apontar os erros e não trazer as soluções?

É só o aborto?

Polêmica também deve fazer parte da democracia. Assuntos que mexem com valores religiosos viraram cartada final para mudança nas intenções de votos. Mas é só o aborto mesmo que está fazendo com que o nosso país não seja de primeiro mundo? É só o aborto que está impedindo que não acabemos de vez com a miséria e não cuidemos do nosso meio-ambiente? É só o aborto que tem relevância social? Só se resume nisso os nossos problemas? É só isso que vamos colocar em pauta?

Um palhaço em meio a palhaçadas

Não condeno os milhões de votos que o palhaço Tiririca obteve nessas eleições. Também não vou condenar os motivos que o fizeram se candidatar. Li suas propostas de governo e acho válida sua preocupação com os pobres e os nordestinos. Só que os poderosos do alto de seus mandatos que nunca conseguiram chegar a semelhantes resultado nas urnas se incomodaram, dizem que é desrespeito a democracia. Eu vou lhes dizer o que é desrespeito. Desrespeito é aumentar os seus salários a hora que quiserem. Desrespeito é não cumprir com suas promessas. Desrespeito é esvaziar o Congresso Nacional com a justificativa de recesso, sendo que milhões e milhões de brasileiros estão trabalhando duro, muitas vezes em condições precárias, para pagar o salário deles e não receber um quinto do que eles ganham no final do mês. Desrespeito é mudar as vírgulas de uma lei popular para se manterem no poder. Desrespeito é um deputado ter um castelo não declarado, enquanto milhões não têm moradia digna. Desrespeito é dizer que está pouco se lixando para a opinião pública. A política brasileira há muito tempo virou um circo, e o que é pior, os palhaços somos nós que muitas vezes somos coniventes com o que acontece, e não fazemos nada.

Eleições

“Você sabe o que faz um governador? Então vote em mim que meu marido sabe!”. O caso Roriz nos faz entender o que é necessário para continuar no poder. Agora é simplesmente ter a esposa para colocar no lugar. Weslian Roriz concorre ao governo do Distrito Federal no lugar do marido Joaquim Roriz que foi cassado. Basta acessar aos vídeos no youtube e assistir aos debates onde ela participou e constatar que faltou o marido para dar assistência.

sábado, 28 de agosto de 2010

Assim não, Bonner!


Faltou um pouco de profissionalismo ao reinado jornalístico de William Bonner no Jornal Nacional. Quando todos nós estávamos prestes a conferir em cadeia nacional às propostas dos candidatos a presidência da República, houve um show ao vivo de uma criança birrenta que mal deixava os aspirantes ao Palácio do Planalto falar. Ao invés de permitir que os mesmos explanassem as suas idéias, houve um tiroteio de acusações, o que não contribui em nada para a democracia, e muito menos para decidir voto. O que se viu ali foi uma tentativa de derrubar a todos, ou seja, falando apenas do lado negativo de cada um.

Horário Eleitoral 1

Como disse o jogador fenômeno Ronaldo em seu twitter, ver o horário eleitoral é como se estivesse assistindo a um programa engraçado. De fato é! Para quem teve a oportunidade de ver, figuras ilustres como o Kiko do KLB e até o Tiririca são candidatos. Ao ser entrevistado, Tiririca mostrou mesmo que nasceu para o humor. Não tinha conhecimento do que fazia o cargo da qual irá disputar e ainda lançou o slogan: “Vote no Tiririca, pois pior não fica”. Também confessou sempre anular seus votos, não lembrar do nome de seus assessores e quando for eleito, aí sim ele irá procurar saber o que faz um deputado. Bela opção, não?

Horário Eleitoral 2

O que seriam dos candidatos sem os marqueteiros? O que seriam dos nossos ouvidos sem um batalhão de assessores por trás? O que seriam dos candidatos sem botox, aulas de psicodrama e consultoria de imagem? Eu realmente não sei. Para quem entende do negócio, sabe que a imagem é tudo! É uma festa de candidatos mostrando serem humildes, de família e tentando mostrar sinceridade com frases como: “Olhando aqui olho no olho”. Acho mesmo que o salário dos marqueteiros e assessores deveriam dobrar, assim como uma homenagem e uma salva de palmas bem forte para o botox e afins.

Horário Eleitoral 3

Apesar do festival de quem pode ocupar o lugar depois das eleições da mocinha ou mocinho do dramalhão mexicano, eu pelo menos tenho algumas dúvidas em relação as campanhas. Falam em construir ministérios, mas não dizem como irá funcionar. Falam em construir hospitais, mas não dizem de onde virá a verba. Eu quero saber! Esses dias um candidato prometeu uma bíblia gigante ao Paraná, pois segundo ele, ajudaria o turismo religioso no estado, apesar de ser uma proposta no mínimo bizarra, ele esqueceu de dizer onde fará essa obra, e quantas pessoas ele quer atrair para cá. Falam em milhares, mas não o número exato, repetem discursos de construções de escolas, creches, centros de saúde que parece ser a repetição de anos anteriores, ou seja, parecem usar as mesmas propagandas de 4 em 4 anos.

Horário Eleitoral 4

Se não houvesse tantas acusações. Se as pessoas se unissem em favor de um benefício, mas não, o que mais interessa é o poder. O que mais parece que interessa é sempre estar nas cadeiras tão cobiçadas. E nós ficamos aqui, protagonizando esse circo e sonhando com uma palavra chamada “democracia”.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Violência contra a mulher


O Conselho Econômico das Nações Unidas em 1992 definiu a violência contra a mulher como: "Qualquer ato de violência baseado na diferença de gênero que resulte em sofrimento e danos físicos, sexuais ou psicológicos a mulher, inclusive ameaça de tais atos, coerção e privação de liberdade na vida pública ou privada”.
No Brasil é crime através da Lei Maria da Penha, que reconheceu que as maiores agressões acontecem no ambiente doméstico, e são cometidas em sua totalidade pelos maridos dessas mulheres. Mas parece que muitos homens ainda não entenderam se tratar de um crime, pois é crescente o número de denúncias como o caso chocante de Eliza Samúdio e o goleiro Bruno do Flamengo. É repugnante o desfecho desse caso, e faz parecer que a violência contra a mulher nunca irá cessar. Mal esse caso vem á tona, começam aparecer corpo de professora enterrada na areia da praia e ex namorada morta encontrada dentro de seu carro em um rio. Ou a lei funciona, ou teremos que viver a Lei do Tabelião -“Olho por olho, dente por dente”. Já pensaram como seriam os castigos? Homens sendo comidos por cachorros, ou jogados pelas janelas, estrangulados e etc. Desde pequena aprendi que mulher não se bate nem com uma pétala de rosa, o que continua assustando é a covardia. Covardia, pois nunca nada irá justificar semelhantes crueldades. Esses casos chamam ainda a atenção das autoridades a tomar medidas mais duras.A mídia abordando o assunto só divulgando os casos, parece querer disseminar tais práticas. Os veículos de comunicação parecem disputar entrevistas de advogados, primo do vizinho que conhecia a Eliza, e não está nem um pouco se importando em cobrar o fim desse tipo de violência.

A Copa do Mundo não é nossa!

É difícil para a pátria de chuteiras terem que digerir uma nova derrota. Não sabemos perder, ou nos acostumamos às vitórias. Eu sou assim. Em 1990 eu tinha apenas um ano de idade, deste período em diante, assisti o Brasil chegar às finais em 1994, 1998 e 2002. Até quatro anos atrás não sabia o que era assistir uma final de Copa do Mundo sem o Brasil.
Perdemos porque perdemos. Futebol não é uma matemática exata, ás vezes falta sorte, ou talvez um juiz companheiro que não veja aquela falta dura, ou lhe dê aquele pênalti que só ele viu. Perdemos porque existem dois times, e um deveria ficar no prejuízo e voltar para a casa. Perdemos porque o futebol não é uma ciência, pode até haver favoritismo, mas ele acaba com a bola rolando. O que explica os comentaristas com anos de experiência nunca ganharem um bolão da Copa, na maioria das vezes é sempre aquele que não entende nada. No twitter, quem estava em primeiro lugar era a Dani Bananinha do Caldeirão do Huck
Não adianta apontar um culpado. Se foi a má escalação do Dunga ou a falta do Ganso e do Pato. Precisamos saber perder. Precisamos saber que desta vez, não deu! Criticar é muito fácil, é muito fácil ficar apontando os erros. Os erros existem para serem acertados, e não acabar com a carreira de muitos jogadores. Um dos erros que percebi não apenas nessa Copa, mas em todas, é que do dia para a noite todos viramos nacionalistas ao extremo, mas quando acaba o Mundial, onde estão as bandeirinhas? Onde está aquele orgulho de cantar o Hino Nacional? Agora o único título que nos interessa é o título de eleitor. Esse sim garante o nosso futuro.

Bater não! Educar

Em comemoração aos 20 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente, foi encaminhado ao Congresso Nacional um projeto que proíbe os pais de dar castigos físicos ou humilhantes aos filhos. Essa lei me lembra de uma música que tocava em um programa que dizia: “Violência, só gera violência”. Eu assino embaixo, pois se queremos mesmo educar cidadãos para o futuro, o diálogo ainda é a melhor saída.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A importância do Jornalismo


O que fazemos nós, os estudantes de comunicação para que a democracia funcione? O pensamento do estudioso em comunicação Richard Rorty, nos remete a uma reflexão sobre a importância do jornalismo. Sua função é vital para a justiça e a democracia, tem condições de denunciar os erros, a corrupção, e pode fornecer uma visão para educar e florescer o sendo critico nos cidadãos.
A cassação do diploma em junho de 2009, pode estar fixado em apenas um ponto. O fato de que o poder tem medo do jornalismo e dos jornalistas, pois sabe quem é que pode fiscalizar e denunciar. Um exemplo claro da participação do jornalismo e de seu eficaz valor, foi o escândalo que envolveu a Assembleia Legislativa do Paraná, só sendo possível graças às denúncias feitas pelos jornalistas. Se o papel desses profissionais não fosse cumprido, nós paranaenses estaríamos sem nem imaginar para onde estava indo o nosso dinheiro.
Talvez em muitos casos, ou até em faculdades de jornalismo, esse pensamento não seja bem repassado ou assimilado pelos acadêmicos, a constante competitividade, e a luta pela sobrevivência, faz com que alguns sonhos, ou até mesmo a vontade de mostrar uma luta a favor da sociedade, deixe de existir. Muitas vezes o próprio jornalista é manipulado, falta com a verdade e se corrompe a favor do poder para garantir seu emprego, tendo uma parcela de culpa na manipulação dos meios de comunicação e nos abusos do poder.
O jornalista Jacir Alfonso Zanata transcreve o jornalismo como um agente transformador da sociedade. Também defende que nós estudantes e os próprios jornalistas deixem de pensar que são meros repassadores de informação. Para ele, o jornalista é o oxigênio da formação humana. Continua sua tese afirmando que além de preparo e bom texto, é preciso muita leitura e conhecimento sobre tudo, pois hoje, as universidades são mais técnicas do que a serviço do conhecimento e do sistema social.
Outro exemplo da importância do jornalismo nos remete as causas sociais, ao serviço da população, e não dos poderes tanto econômico, político e até religioso. Na cidade de Campinas no estado de São Paulo, três bairros foram beneficiados por uma nova forma de jornalismo, o jornalismo que prioriza o cidadão. Foram desenvolvidos trabalhos que ajudaram a melhorar a vida em comunidade, a auto-estima e diminuição dos índices de violência. O jornal “Conexão Jovem” retratou os bairros paulistas fora das páginas policiais, divulgando ações positivas, assim como uma cobrança aos governantes a resolver os problemas sociais e dar oportunidade aos residentes dos bairros. Dentre os frutos colhidos desse projeto, que foi coordenado pelo jornalista Amarildo Carnicel, está o resgate do ideal em acreditar no potencial dessas pessoas e até inseri-las no mercado de trabalho, proporcionando uma nova vida.
Por último, o jornalista Carlos Heitor Cony sugere que é preciso ressuscitar os dinossauros, os jornalistas intelectuais que pensam e contribuem para a sociedade.

sábado, 15 de maio de 2010

A vergonha tem nome e endereço


Quando os olhos de diversas pessoas ainda brilhavam e proclamavam por justiça e política digna a todos os cidadãos, e quando o resgate da confiança na política borbulhava entorno de campanhas como "Voto Consciente" e "Ficha Limpa", estourou um novo escândalo. Não tem mais como nomear isso, a não ser chamando de vergonha! E ela tem nome e endereço - Diários Secretos da Assembléia Legislativa do Paraná, na praça Nossa Senhora da Salete, sem número, Centro Cívico,em Curitiba.
Os gelados ares curitibanos, não esperavam por mais esse caos na política, só vindo a tona graças as investigações de jornalistas. Os Diários Secretos que tratam de pagamentos a funcionários fantasmas, que não tem nenhum vínculo com a Casa Legislativa, veio de vez para derrubar a confiança que ainda podíamos depositar nos políticos e levou a prisão de diretores da Alep como: Abib Miguel, José Ary Nassif e Claúdio Marques.
O que foi ainda mais desprezível nesse contexto, foi a tremenda cara de pau de alguns deputados que propuseram uma PEC (Proposta de Emenda a Constituição do Paraná) pretendendo acabar com a cessão de policiais para auxiliar nas investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Caso seja aprovada, a proposta irá inviabilizar a atuação do órgão que conta com a colaboração de policiais cedidos pelo governo estadual para combater organizações criminosas. Ou seja, três dias após o Legislativo ter sido alvo de uma operação de busca e apreensão de documentos comandados pelo Gaeco.
E agora, aprovando o projeto, a polícia não poderá mais atuar, e eles não poderão mais serem presos ou deixarem seus cargos. Nada mais justo para quem tem o poder nas mãos. Não é mesmo?
O Ministério Público já divulgou nota afirmando que a PEC é inconstitucional. 20 deputados assinaram o projeto contra Ministério Público, mas até o momento nenhum nome foi revelado. Por baixo dos panos, lá vão os nobres deputados na tentativa de se safarem de mais essa e torcendo para que tudo caia no esquecimento. Lembrando que não foram todos, e que ali existem sim, gente honesta.

Ficha Limpa: Quem não deve. Não teme!

O projeto "Ficha Limpa" que é de interesse de todos e teve iniciativa popular, impede agora que políticos condenados pela Justiça se candidatem a cargos, foi aprovado pela Câmara no dia 11 de maio, e conta com o apoio da maioria do Senado.
Dos 81 senadores, 50 disseram que votarão a favor do projeto. O texto será votado em plenário em data ainda a ser definida.
Quem não deve a justiça, não tem como temer um projeto como o Ficha Limpa, mas parece que alguns políticos paranaenses não dormem com a sua consciência tranqüila. Atenção eleitor, os deputados federais que foram contra, o Ficha Limpa foram: Chico da Princesa, Dilceu Sperafico, Giacobo, Nelson Meurer, Odílio Balbinotti e Ricardo Barros.

Voto Consciente: Agora é com você!

O Ficha Limpa já mostrou que a nossa participação gera bons frutos. O poder de decisão está em nossas mãos. Depois de votar no político, não adianta depois só criticar, pois não foi o Papai Noel, nem muito menos, um disco voador, que os colocou em suas cadeiras confortáveis e lhes deram autonomia para se chamarem de governantes. Foi você, com o seu voto! Agora teremos uma nova oportunidade! É sua a decisão de construirmos um país melhor e despachar quem não merece a nossa confiança, pois o que eles mais querem, é gente desinteressada e sem nenhuma participação, pois assim ninguém fiscaliza, e eles poderão pintar e bordar as suas maneiras. 2010 é hora de renovação!